terça-feira, 11 de agosto de 2009

A influência da televisão

O propósito desse artigo é apresentar o lado bom e o lado ruim dos meios de comunicação em massa para que saibamos como agir diante de tantas mensagens e influências.

Ellen White escreveu: “É uma lei do espírito humano que, pelo contemplar, somos transformados” e “Deve fazer-se todo o possível para pormo-nos a nós e a nossos filhos em posição onde não vejamos a iniqüidade que é praticada no mundo” . Ela ainda profetizou: “Contemplarão imagens e ouvirão sons, e estarão sujeitos a influências desmoralizantes que, a menos que delas se guardem inteiramente, imperceptível, mas seguramente lhes corromperão o coração e deformarão o caráter” .

O lado bom - A TV por exemplo tem feito muito pelas pessoas.
Grande número de idosos, doentes, e de deficientes físicos não passariam sem ela. A TV se tornou a principal fonte de convivência e companheirismo deles.

A TV ampliou a mentalidade das pessoas e abriu novos horizontes. Ela pode ser muito educativa, proporcionando amplo campo de conhecimento a pessoas que nunca tiveram a oportunidade para estudar ou viajar. Outro bem que a TV tem realizado é a facilidade para em segundos levar o conhecimento de Deus a todos os recantos da Terra de uma vez só. O mesmo pode ser dito do rádio, dos jornais e da Internet.

O lado mau - A TV e os demais veículos de comunicação também apresentam o lado mau e com maior intensidade.

As notícias são apresentadas de tal maneira que impressiona e desperta a cada telespectador, ouvinte, leitor ou internauta.

As propagandas ou comerciais ensinam coisas que não são verdades. Alguns exemplos: a) Todos os problemas tem solução; b) Todos os problemas são resolvidos rapidamente; c) Todos os problemas são resolvidos graças à intervenção de alguma técnica ou de um determinado produto.

Mas o pior de tudo nas propagandas é o sexo. A mulher é grandemente explorada especialmente na televisão através dos comerciais. “A atenta observação de certos comerciais mostra como a mulher é desmembrada dando-se realce a certas partes de sua anatomia, das quais ele não é senão um resumo. Toda promoção é orientada para a beleza exterior, e pode ser apreciada apenas a mulher que adquiriu um certo nível de perfeição física”.

A violência nos meios de comunicação é um prato predileto dos adversários dessa maravilhosa invenção. No entanto, essa violência não é real. Imagine se fosse! Dia a dia, semana após semana, mês a mês, tanta gente morre e é assassinada na TV que, se fosse verdade, pelo menos a metade da população brasileira estaria morta. Mas, a população está aumentando. “Geralmente, quando se fala da violência da TV, são mencionados os filmes de guerra, os seriados, os bangue-bangues e os desenhos animados. Não se fala em novelas, por exemplo” . As novelas são poderosas armas de destruição de lares, famílias e casais.

“Em maio de 1982, o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos preparou um relatório no qual resumiu mais de 2.800 estudos realizados no decênio passado, sobre a influência da TV no comportamento humano. Os resultados foram: durante dez anos um telespectador terá visto uns 150 mil episódios violentos e umas 25 mil mortes violentas o que é muito mais do que aquilo que foi visto por um soldado, de qualquer nação, em uma das últimas guerras”. O número é bem maior quando incluímos os jogos eletrônicos, a internet e outros.

Um outro problema ter a haver com a saúde. Em vez de se sentarem à mesa para uma refeição saborosa, preparada na ocasião, muitas famílias passam com um lanche de TV, e muitas vezes não é nutritivo e ainda dificulta a digestão. As propagandas sobre alimentos nem sempre são verdadeiras. Muitos alimentos são apresentados como nutritivos e na verdade são prejudiciais. Mas, mesmo assim as pessoas consomem pensando ser verdade o que a TV anunciou.

Outro mal que a TV provoca é sobre o sistema nervoso. As programações provocam esgotamento nervoso e stress. “Ver TV tarde da noite não só rouba horas de sono pré-meia-noite, mas mesmo as poucas horas que sobram para dormir depois são amiúde de sono agitado, fisicamente no qual diz respeito ao bem-estar físico, ver TV em excesso não é a melhor forma de desconcentração para pessoas de atividade sedentária”.

O pior prejuízo que a TV e os demais meios de comunicação podem trazer é para a saúde espiritual. O cristão que não sabe fazer uso da TV, da Internet ou de outro meio de comunicação perde tempo e poder espiritual diante do aparelho e sua religiosidade torna-se fraca e superficial. “Ver TV indiscriminadamente pode enfraquecer a fibra moral da pessoa e consumir tempo precioso necessário para ler matéria espiritualmente edificante”.

A psicóloga infantil britânica Panelope Leach, declara: “A TV é uma das maiores ameaças à vida familiar, um engenho que impede os pais e os filhos de se comunicarem. As pessoas simplesmente deixam de se falar”. Muitas crianças dedicam 5 a 6 horas por dia vendo TV e muitas vezes sem comer ou beber. Quando não estão mal sentadas estão deitadas e mal percebem o mal de tudo isso. Além do mais, quanta coisa boa estão perdendo, como: leitura edificante, deveres escolares, exercícios saudáveis e brinquedos próprios. A educação tanto secular como a cristã entram em crise.

Na verdade a televisão banalizou o sexo, banalizou a violência e, mais recentemente deu de banalizar Deus. Fala-se de Deus como se fala de um modelo de automóvel, de futebol, ou de um cantor famoso. Estamos presenciando uma nova religiosidade, que combina imagem eletrônica, entretenimento e consumo. É o mercado do sagrado. É a religiosidade que proporciona o estado de êxtase e que anuncia o êxito financeiro e efetivo.

Por fim, Neimar de Barros apresenta um diálogo impressionante para a nossa reflexão.
“Você deixaria entrar em sua casa para vender idéias à sua família, um viciado, um adúltero, um neurótico”?
- Que pergunta besta! Claro que não!
Você permitiria que o viciado dissesse coisas, contasse coisas, escrevesse com seu filho e sua filha?
Você permitiria que o adúltero, na sala de sua casa, expusesse uma série de pensamentos à sua esposa?
Você permitiria que o neurótico contasse histórias, vivesse-as na frente de sua mãe ou avó?
- É evidente que não!
- Contudo, eles estão entrando pela TV”.

Dr. Érico Tadeu Xavier
Pastor e Professor de Teologia

Referências:

1. Ellen G.White.Patriarcas e Profetas. Tatuí – São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1976.p.88
2. Idem. O Lar Adventista.Tatui – São Paulo:Casa Publicadora Brasileira, 1977, p. 404.
3. Idem, p. 406.
4. Revista Ministério.Mar/Abr,1986,p. 10.
5. João Luis Tiburg. Para uma leitura crítica da Televisão.Edicões Paulinas,s/d,p. 48.
6. Revista Ministério. Mar/Abr,1986,p. 13.
7. Revista Despertai.22 de abril de 1983.Tatui – São Paulo: Sociedade Torre de Vigia,p. 5.
8. Idem,p. 6.
9. Panelop Leach. The Sun. Austrália, 18 de março de 1980,p. 118.
10. Neimar de Barros. O Livro Proibido. Shalon Livraria Ltda. São Paulo:s/d,p.120.

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