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Título: Evangelismo
Corporativo e Testemunho
Texto-chave
“E o que de minha parte ouvistes
através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também
idôneos para instruir a outros”. II Timóteo 2:2.
Objetivos
- Identificar
os princípios comuns no trabalho de Jesus, dos apóstolos e de Paulo,
confirmando a importância de sistematizar o trabalho em equipe, com
planejamento e organização.
- Destacar
a necessidade de envolver o maior número de pessoas desde a fase de
planejamento do programa missionário da igreja, e mantê-la constantemente informada
do que está acontecendo.
- Conscientizar
a liderança de que a união dos crentes em torno de metas missionárias comuns
não é apenas a prioridade dos planos da igreja, mas que o processo não
termina no batismo. É preciso ainda mais comprometimento na conservação
dos novos na fé, ou o esforço evangelístico resultará em pouco crescimento
real da Igreja.
Verdade
Central
A ordem de Cristo, de ir e pregar o
evangelho pertence a todos os membros da igreja, não apenas à liderança ou aos
ministros. Para que a igreja se envolva de modo responsável, realizando a
missão de modo organizado, a Bíblia oferece exemplos bem claros da importância
e das vantagens do trabalho em equipe.
Domingo:
Permitindo que a mão esquerda e a direita saibam
Já ouviu falar do princípio 80/20? O
que ele afirma, é que a maior parte do trabalho é realizado por uma minoria.
Isso se confirma na igreja, onde apenas alguns realizam efetivamente a missão,
testemunhando na prática e ganhando almas. O autor afirma que “as pessoas
muitas vezes não sabem o que sua igreja está planejando, nem em que direção
trabalha.” Então, até que ponto este é apenas um problema de comunicação? Não
seria uma questão de foco?
- Se nossas
igrejas estiverem focadas em Eventos, é provável que o programa missionário fique em segundo plano, não recebendo tanta divulgação. Apenas o
reavivamento pessoal, a verdadeira conversão, pode nos tirar do circuito de uma
“cultura de consumo” adventista, que se torna um fim em si mesmo, o que
definitivamente, não é o plano de Deus para a Igreja.
- Se o problema
está na comunicação, apenas, nossas congregações deveriam buscar a maior
eficiência possível em divulgar suas metas, estratégias e notícias missionárias
locais. Os membros precisam conhecer o programa de testemunho e evangelismo da
igreja. Boletim da Igreja, Jornal JA, twitter, mensagens, e-mails, redes
sociais, tudo deve ser usado na divulgação do programa missionário.
- Como fizeram
espontaneamente Lídia e o Carcereiro de Filipos, muitos membros de nossas
igrejas estarão dispostos a contribuir com sua hospitalidade e recursos de
apoio, desde que estejam informados da importância de sua participação no
processo de ganhar almas. Um exemplo muito prático é a logística da Missão Calebe, onde a Igreja local
oferece apoio indispensável para o sucesso do projeto.
Segunda-feira:
Planejando juntos
Alcançar e manter o equilíbrio
emocional, autoestima positiva, motivação e otimismo em relação ao futuro, são
desafios constantes na vida de membros e líderes da igreja, que vivem numa
sociedade exigente e ao mesmo tempo indiferente. Não seria interessante
considerarmos o fator “convite pessoal” como indispensável para aumentar o
envolvimento dos membros no processo de planejamento? Este frequentemente
envolve poucas pessoas. Seria muito melhor envolver um grupo maior desde o
início.
- O Manual da
Igreja recomenda o planejamento e o estudo de estratégias para o avanço da
pregação do evangelho como prioridade na pauta da Comissão da Igreja. Esse
processo só será completo se envolver alvos, metas, estratégias e constante avaliação. Também é
responsabilidade da comissão divulgar o programa missionário e as notícias
recentes.
- Quanto mais
pessoas estiverem envolvidas no processo de planejamento e na criação de metas
e estratégias, maior será o comprometimento na implementação destas, e maior a
chance de ter sucesso.
- Se desejamos o
sucesso, devemos confiar em Deus e fazer a nossa parte. Deus nos promete
acompanhar e auxiliar, firmando nossos passos.
Terça-feira:
Trabalho em Equipe
O que causa mais impacto? Um e-mail,
uma mensagem pelo celular ou uma visita pessoal em que convidamos alguém para se
unir à nossa equipe?
Não sei que tipo de rede social Jesus
usaria para se comunicar hoje com seus discípulos, mas na hora de chamá-los ao
ministério, certamente não o faria por e-mail.
- Os evangelhos
mostram que Jesus, sendo o líder perfeito, precisava de uma equipe para
realizar Sua obra. Em sintonia com Deus, escolheu doze homens.
- Jesus os
convidou, abordando-os pessoalmente. Eles tiveram o privilégio de receber um
convite pessoal de Jesus Cristo! Ele montou sua equipe, treinando-os e
ensinando-os a trabalhar. Da mesma forma, devemos convidar pessoas a
compartilhar nossos planos e o trabalho.
- Mais tarde, os
Apóstolos trabalharam em equipe, e Paulo fez o mesmo. A maneira ideal de fazer
evangelismo e realizar a missão é em Equipe. Se acreditamos que no batismo nos
unimos à família da fé, faz sentido trabalhar em família.
Quarta-feira:
Cada pessoa faz sua parte
Qual parte do corpo é mais importante?
Responder a essa pergunta seria o mesmo que dizer que na família, há membros
mais importantes que outros, ou que na Bíblia, há livros mais importantes que
outros. Na verdade, na Família da Fé, o Corpo de Cristo (Cl 1:18), todos temos
nosso lugar, embora com funções diferentes, porque os dons espirituais são
diversos (1 Co 12:4).
- A Cooperação
harmônica entre os membros do Corpo de Cristo é recomendada com frequência no Novo
Testamento através da expressão “uns aos outros”.
- Quando uma
igreja unida está concentrada na tarefa evangelística diante dela, o Senhor
abençoa seus esforços combinados. De acordo com Efésios 4:15,16, o segredo para
isso é que cada um faça a sua parte. Quando isso acontecer, a Igreja alcançará
sua eficiência máxima.
- Como os 120
discípulos, em comunhão no pentecostes, hoje precisamos orar pelo derramamento
do Espírito Santo, a Chuva Serôdia.
- Existem muitas
vantagens no sistema de Evangelismo Integrado: todos os departamentos da igreja
unidos numa meta comum: o cumprimento da missão. Em minha congregação, quão
integrados são os departamentos?
Quinta-feira:
A necessidade de unidade coletiva
Quem se une a Cristo, naturalmente
deve se unir ao corpo de Cristo, que é a Igreja. Cada novo converso deve se unir ao corpo de
crentes, mas não podemos nos esquecer que isso é responsabilidade de toda a
igreja. Não só dos “pais”, mas dos irmãos “mais velhos”. Como evitar a
apostasia que faz com que grande número dos que são batizados, abandonem a fé
ainda no primeiro ano? Você já ouviu falar do Ciclo do Discipulado?
- De
acordo com Colossenses 1:28,29, o maior objetivo da experiência cristã é
alcançar a plena maturidade espiritual, e dessa forma garantir o crescimento
real da Igreja.
- Assim,
quanto mais membros estiverem envolvidos em ganhar almas, maior será seu
envolvimento na conservação.
- Trabalhar
pela maturidade dos novos conversos, acompanhando de perto seu crescimento, é
tão importante quanto trabalhar para levá-los a aceitar a Cristo e se unir à
Sua Igreja.
Sexta-feira:
Definindo alvos realistas
Dicas para um Planejamento eficaz
incluem:
- Alvos
financeiramente acessíveis.
- Alvos logisticamente
realizáveis, considerando os recursos humanos disponíveis.
- Quando o alvo
for atingido, considere a possibilidade de fazer dele uma estratégia
permanente.
Muitos programas locais de sucesso se
transformaram em programas oficiais da Igreja, como o Batismo da Primavera,
Mutirão de Natal, ou a Missão Calebe. A
condição para isso foi o sucesso e a praticidade do programa. E por trás disso,
sempre está a figura do líder e sua equipe.
Conclusão
Considerando os desafios e
oportunidades que o trabalho em equipe nos proporciona, o Exemplo de Cristo
como Líder por excelência, e o sucesso dos Apóstolos, de Paulo e seus
colaboradores incansáveis, concluímos que, para a Igreja Adventista hoje,
precisamos:
1. Promover como
prioridade o cumprimento da Missão, orando para que o Espírito Santo seja
derramado em nossa geração.
2. Reunir e
formar uma Equipe missionária que integre o maior número de pessoas, que
apresente o projeto à Igreja e a manter estas pessoas informadas
constantemente, motivando-as a se envolver.
3. Que essas
pessoas participem de todas as fases do projeto evangelístico, a começar pelo
planejamento e criação de metas e estratégias.
4. Que a Igreja
como um todo se sinta envolvida na Ação de Ganhar Almas, pois estará mais
comprometida em conservá-las e acompanhar seu crescimento até a maturidade
espiritual.
Pr.
Kerlon Wolff
Capelão do Colégio Adventista de Viamão/RS, pertencente à Associação Sul
Riograndense