quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Decidi fazer algo: plantar igrejas

“Eu plantei; Apolo regou; mas Deus deu o crescimento” (1 Coríntios 3:6).

Deus nos criou para se reproduzir. É parte de sua ordem do universo criativo. A igreja foi uma criação de Jesus Cristo e sua igreja deve seguir esta ordem, assim como os seres humanos e outras coisas criadas. Em qualquer plantio de igreja, é sempre importante lembrar que é Deus quem edifica Sua obra. Inspirado pelo Espírito Santo, Paulo disse: “Eu plantei; Apolo regou; mas Deus deu o crescimento” (1 Coríntios 3:6).

Há inúmeras referências que lidam com o movimento de Deus no processo de evangelização e fazer discípulos que se refere à plantação de igrejas. Plantação de igrejas no Novo Testamento representa um cumprimento do mandamento e na profecia de Jesus em Atos 1:08. Jesus ordenou aos seus discípulos para testemunhar no poder do Espírito Santo em Jerusalém, Judéia, Samaria, e para o mundo todo. No livro de Atos, conta como a igreja primitiva obedeceu a ordem de Jesus. Eles espalharam o evangelho através do Império Romano, por meio do plantio de igrejas. As palavras de Jesus deu-lhes o plano, e do Espírito Santo deu-lhes o poder necessário para concluir o plano.

O Dr. Elmers Town (1993, p.9) analisando a Grande Comissão de Cristo foi enfático ao declarar que:

“Ninguém questionou a ordem da Grande Comissão de ir e ganhar pessoas perdidas a Jesus Cristo…[…] cremos que o segundo aspecto da Grande Comissão é o plantio de igrejas do Novo Testamento, pois este é o meio para alcançar pessoas perdidas em todas as culturas do mundo… Toda evangelização tem o seu lugar… mas, o principal método de Deus de evangelizar uma área é com o plantio de uma Igreja.”

Como já mencionado, o primeiro precedente biblicamente direcionado para tal movimento vem da Grande Comissão: Os apóstolos e seguidores de Jesus oraram 10 dias no cenáculo. No Dia de Pentecostes, o Espírito Santo encheu os apóstolos, com grande poder, e proclamaram o evangelho com uma ousadia incrível. Quando Pedro convidou o povo ao apelo, mais de três mil professaram a fé em Cristo em segui-lo e se batizaram. Estes três mil formaram a igreja primitiva e, como esta experiência demonstra, todos os esforços na plantação de igrejas deve ser iniciado com oração.

A respeito do livro de Atos, Payne (2009, p. 469) afirma que “Paulo e sua equipe representam os semeadores. O Evangelho é a semente plantada no coração, ou no solo (pessoas que compõem as igrejas). O Espírito é o Espírito Santo que abre o coração para o evangelho e traz o nascimento de suas igrejas.” Em seu livro sobre plantio de igreja, Charles Chaney (1992, p. 3-22) identifica três pilares bíblicos para o estabelecimento de novas igrejas, são eles:

1. A natureza e o propósito da Igreja. As pessoas que Cristo purificou para sua própria possessão é a ekklesia de Deus. Eles são os redimidos de todos os homens, judeus e gentios. Deus reuniu e vai continuar a reunir até o final dos tempos. Assim, a igreja deve ser estabelecida entre cada tribo, nação e povo. Isto é realizado através do plantio de novas congregações entre todos os povos.

2. A natureza e a condição do homem contemporâneo. O homem não é como Deus originalmente criou, pois ele está corrompido pelo o pecado, uma natureza caída. Somos todos parte de um grande conflito. O pecado tem corrompido nossas relações sociais e culturais. Deve haver uma restauração em nossos relacionamentos. Cristo deve ser encarnado dentro da cultura. Isso só pode acontecer quando a igreja, que é o corpo de Cristo, está crescendo em plenitude entre cada povo.

3. A natureza e o caráter do Deus Uno e Trino. É o propósito do Pai que Igreja de Cristo espalhe a mensagem redentora a todos os povos, atraindo-os para o Pai. É o propósito de Cristo, o cabeça da igreja, o estabelecimento de novas portas no qual as portas do inferno não irão prevalecer. É o propósito do Espírito estabelecer a igreja de Cristo, instruindo, conduzindo e capacitando os discípulos.

Um novo sentido

Plantio de igreja não só incentiva o evangelismo, mas também o discipulado. Enquanto o evangelismo e busca dos os perdidos é obviamente a meta do plantio de igrejas, o discipulado dos fiéis também aumenta. Na maioria dos plantios de igreja, os membros são chamados a assumir um trabalho mais eficaz e encontram um senso de missão mais do que em suas próprias igrejas estabelecidas ou seja, sente o que de fato é estar envolvido na grande comissão de Jesus. Envolvimento na obra missionária, geralmente leva a um aprofundamento da fé. Os “músculos” espirituais são “trabalhados” no plantio de igreja e o resultado é geralmente uma fé mais profunda, mais forte e mais satisfatória. Não só a igreja cresce, mas as pessoas também crescem. Às vezes, as pessoas enxergam nas tradições das igrejas mais antigas uma barreira à participação. Algumas pessoas preferem frequentar e participar de uma igreja nova que não está presa às tradições.

A maior parte das igrejas mães (igrejas onde o núcleo é formado) experimenta um novo sentido de missão e satisfação por ter alcançado as pessoas com o evangelho. Os membros e líderes da igreja experimentam um crescimento espiritual e criam uma sensibilidade e um compromisso maior pela tarefa de evangelizar os perdidos. Paul D Stanley e J. Robert Clinton (1992, p. 48), professores de liderança, definem o discipulado como “um processo relacional no qual um seguidor de Jesus mais experiente compartilha com outro seguidor mais novo o compromisso, a compreensão e as habilidades básicas para se conhecer e obedecer a Jesus Cristo como Senhor.”

Conclusão

Neste ano estou vivenciando uma nova fase em minha vida. Estou trabalhando na região metropolitana da cidade de Curitiba, em dois municípios São José dos Pinhais e Tijucas do Sul. Deus tem me concedido a bênção de trabalhar com pessoas fantásticas. No inicio do ano iniciamos o processo de crescimento e expansão. Deus concedeu a visão de abrir novas igrejas. O mais fantástico de tudo isso é ver pessoas que há muito tempo não se envolvia na obra missionária. Pessoas que a partir de então voltarão ao primeiro amor. O relato de um casal faz com que esta paixão de abrir novas igrejas não se apague em meu coração. Marcelo e Sueli membros de uma das igrejas estabelecidas declaram que estão apaixonados por este processo de evangelização.

O plantio de igreja tem duas mãos, primeiro de salvar e resgatar o perdido e segundo revitalizar as pessoas que já estão na igreja por algum tempo e perderam a paixão em salvar o perdido. David Hesselgrave (2000, p. 31) em seu livro “Planting Churches Cross-Culturally,”, usa esta citação poderosa sobre o poder do plantio de igrejas: “Para se cultivar algo que dure uma temporada, plante flores. Para se cultivar algo que dure uma vida, plante árvores. Para se cultivar algo que dure por toda a eternidade, plante igrejas”

O autor Aubrey Malphur (1992, p. 128-29) afirma que o plantio de igreja não é uma tarefa fácil. Ele declara que “é um trabalho exaustivo! No entanto, não é diferente de qualquer outro ministério em que os plantadores de igreja colhem o que plantam.” Esta é a razão pela qual uma estratégia tem que ser desenvolvida para realizar esta tarefa. Plantar congregações abre novas portas para as pessoas se juntarem a uma igreja.

Os plantadores de igrejas deveriam viver pelo axioma, “quem falha ao planejar, planeja falhar”. Devemos traçar estratégias simples para o plantio de novas igrejas. O planejamento é fundamental para o sucesso dentro do estabelecimento de novas congregações. Nelson Searcy (SEARCY, 2006 p. 43) define uma estratégia como “simplesmente um plano lógico que você recebe a partir de onde você está para onde Deus quer que você esteja. Uma estratégia bem planejada vai ajudar você a ser mais fiel com o que Deus te chamou para fazer.” Devemos através do grande Estrategista (Deus) abreviar a volta de Cristo, eu decidi através do plantio de novas igrejas cumprir a grande comissão deixada por Cristo fazer esta obra. Este é meu desejo para a igreja remanescente de Deus nesta terra.

(Pr Everaldo Carlos formado em Teologia e pós-graduado em evangelismo com foco em missão urbana no SALT-IAENE. Pastor distrital de Planta São Marcos em São José dos Pinhais. Casado com Deise G. Arnas.)

Referências:

CHANEY, Charles. Church Planting at the end of the Twentieth Century. Wheaton: Tyndale House Publishers, Inc., 1991.

HESSELGRAVE, David F. Planting Churches Cross-Culturally: North America and Beyond, 2 ed. Grand Rapids, MI.: Baker Academic, 2000.

LEROY, Eims. The Lost Art of Disciple Making. Colorado Springs: Zondervan Publishing House, 1978

MALPHURS, Aubrey. Developing a Vision for Ministry in the Twenty-First Century. Grand Rapids: Baker Book House, 1999.

MALPHURS, Aubrey. Planting Growing Churches for the Twenty-First Century. Grand Rapids: Baker Book House, 1992.

STANLEY, Paul D. and Robert J. Clinton, Connecting: The Mentoring Relationships You Need to Succeed in Life. Colorado: NavPress, 1992.

PAYNE, J.D. Discovering Church Planting. Colorado Springs, Co: Paternoster Press, 2009. Kindle edition.

RIDDLEY, Charles R. How to Select Church Planters. Pasadena: Fuller Evangelistic Association, 1988.

SEARCY, Nelson and THOMAS, Karrick. Launch: Starting a New Church from Scratch. Ventura, CA: Regal, 2006. at: ―433-436, Kindle Edition.

TOWNS, Elmer. Getting a Church Started. Lynchburg, VA: Liberty University School of LifeLong Learning, 1993.

WAGNER, C. Peter. Church Planting for a Greater Harvest. Ventura: Regal Books, 1990.

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