domingo, 8 de julho de 2012

Resumo da lição número 2 da Escola Sabatina

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Título: Preservando Relacionamentos

Texto-chave

“Quem é a nossa esperança, alegria ou coroa em que nos gloriamos perante o Senhor Jesus na Sua vinda? Não são vocês? De fato, vocês são a nossa glória e a nossa alegria”. I Tessalonicenses 2.19,20.

Objetivos

1. Mostrar que a verdadeira evangelização não consiste apenas na transmissão das crenças cristãs, mas num relacionamento afetivo para com as pessoas que estamos procurando levar a Jesus.

2. Conscientizar a igreja a trabalhar na pregação do evangelho, sempre respeitando os costumes e crenças daqueles a quem desejamos alcançar. A verdade precisa ser dita, mas sempre com muito amor.

3. Ajudar os membros a compreender que a mensagem da cruz é considerada “loucura” pelas mentes secularizadas, por isso precisamos de muita “sabedoria” para torná-la atrativa aos que a ouvem.

Verdade Central

O verdadeiro evangelismo leva a relacionamentos que podem resistir ao teste do tempo e durar pela eternidade.

Domingo: Oposição em Tessalônica

Depois de pregar em Filipos, Paulo e Silas finalmente chegaram a Tessalônica. Na sinagoga daquela cidade, por três semanas, Paulo entusiasticamente pregou o evangelho de Cristo a muitas pessoas. Não demorou até que líderes religiosos locais se levantassem em forte oposição ao evangelismo que vinha sendo feito, forçando os apóstolos a partirem dali antes do previsto. Por que os líderes judeus agiram dessa maneira?

 O sucesso da pregação do evangelho, despertando interessados por Cristo, comumente gera a oposição daqueles que, instigados por Satanás, recusam-se a crer na mensagem que está sendo pregada.

 A inveja é um sentimento egoísta que leva os que a nutrem a agirem de forma irracional, procurando inibir a atuação daqueles que estão se destacando em alguma área ou trabalho.

 No ambiente familiar, no trabalho, nos contatos sociais e até mesmo na igreja, a inveja tem trazido graves prejuízos aos relacionamentos.

Segunda-feira: O episódio em Bereia

Embora a perseguição em Tessalônica tenha sido originalmente motivada pela inveja dos judeus, as cartas que Paulo escreveu posteriormente aos membros daquela igreja, revelam sua preocupação com o comportamento público inadequado manifesto por alguns daqueles que se diziam cristãos. Em contrapartida, o apóstolo enaltece características positivas notadas no comportamento dos bereanos, com os quais trabalhou logo após ter deixado Tessalônica. Que atitudes de nossa parte, como membros da igreja remanescente, podem despertar rejeição e até mesmo oposição daqueles que nos cercam? Que ações positivas podem contribuir para que outros se sintam atraídos por Cristo?

 Insubordinação aos bons princípios e insensibilidade para com os mais fracos, revela a ineficiência do evangelho em nossa vida, como comunidade cristã (1Ts 5:14; 2Ts 3:6,7).

 Viver tranquilamente, trabalhando honestamente e cuidando do que é nosso são boas maneiras de testemunharmos de Cristo aos que não O conhecem (1Ts 4.11,12).

 Confrontar as novas ideias com as quais somos postos em contato dia-a-dia com os eternos princípios da Palavra de Deus é a melhor maneira de evitar que nos afastemos da verdade.

Terça-feira: Interlúdio em Atenas

“Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns” (1Cor 9:22). Com esse pensamento, ao chegar a Atenas, ao invés de se dirigir diretamente ao areópago e desafiar abertamente a idolatria dominante, Paulo começou a pregar aos judeus na sinagoga e aos gentios nas praças (At 17:17), enquanto procurava inteirar-se dos costumes e crenças de seus habitantes. Somente depois de despertar a curiosidade dos filósofos atenienses e ter sido levado por eles ao areópago, pregou declaradamente a respeito do Deus desconhecido, “aquele que fez o mundo e tudo o que nele existe”, ao qual, segundo ele, adoravam sem conhecer (At 17:23,24). O que podemos aprender dessa atitude do apóstolo?

 O primeiro passo em qualquer esforço missionário é ouvir e aprender sobre a fé e os pontos de vista das pessoas que estamos tentando alcançar.

 Dependendo da maneira como apresentamos a outras pessoas os princípios de nossa fé, como a observância do sábado e determinados cuidados com a saúde, podemos afastar ou despertar o interesse delas pela verdade como um todo.

 A apresentação de algumas verdades distintivas da fé cristã, mesmo que sejam feitas com muito tato, pode causar certo desconforto àqueles que a ouvem, levando-os, à semelhança dos filósofos atenienses, a adiarem os estudos ou até mesmo a não quererem mais ouvir sobre o assunto (At 17:32). Isso não pode desmotivar o verdadeiro missionário, que além de continuar orando, deve estar atento à oportunidade de retomar a explanação. Verdades rejeitadas a princípio, por divergirem muito das crenças inicialmente práticas pelos que nos ouvem, podem, pela ação do Espírito Santo, vir a ser aceitas posteriormente, resultando em sinceras conversões.

Quarta-feira: Chegada a Corinto

Mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.” (1Co 1:23,24). Ao chegar a Corinto, Paulo decidiu pregar abertamente a respeito de “Jesus Cristo, e este, crucificado” (1Co 2:2). Por que Paulo mudou de estratégia e não usou o mesmo método usado em Atenas?

 O processo de alcançar as pessoas onde elas estão não é uma ciência exata. Dependendo do tempo, cultura e circunstâncias, uma forma de abordagem pode ser adequada ou não. Paulo era sensível a essas mudanças e se adaptava a cada realidade experimentada.

 Em nossa cultura secularizada, a mensagem da cruz é vista por muitos como “loucura”. Por isso, hoje, mais do que nunca, precisamos pedir sabedoria a Deus, para que através de nossa pregação esses corações sejam alcançados.

Quinta-feira: Paulo revela sua afeição

Embora fosse duro em suas advertências contra os falsos ensinos e a apostasia (Gl 3:1-3; 4:9-11), Paulo era um evangelista extremamente relacional. Estava sempre preocupado em formar novos discípulos, que dessem continuidade ao trabalho que fazia por onde passava. Que evidências, temos desse lado sentimental do apóstolo?

 Impossibilitado de regressar a Tessalônica e rever os irmãos com quais conviveu por tão pouco tempo (apenas três semanas), Paulo foi inspirado a escrever-lhes suas duas cartas, conhecidas como “Epístolas aos Tessalonicenses”.

 O apóstolo se refere aos membros da igreja de Tessalônica, como a sua “alegria e coroa de exultação na presença do Senhor Jesus em sua vinda” (1Ts 2:19,20). Era como se dissesse: “Vocês são o motivo de minha alegria, a minha coroa de glória quando Jesus regressar”.

 Paulo lhes enviou Timóteo, um amigo em comum, para verificarem como eles estavam. O relatório do jovem discípulo, informando que os irmãos continuavam firmes na fé, animou muito o coração do apóstolo. Parece que o senso de valor pessoal de Paulo estava, até certo ponto, ligado ao sucesso de seu trabalho.

Conclusão

1. A inveja não ajuda em nada, pelo contrário, prejudica os bons relacionamentos e atravanca o avanço da obra.

2. Devemos sempre verificar se o que nos tem sido ensinado está em harmonia com os princípios eternos da Palavra de Deus.

3. Em nossos esforços evangelísticos devemos procurar alcançar as pessoas onde elas estão.

4. O verdadeiro interesse pela felicidade presente e eterna das pessoas deve ser a nossa motivação na busca de cumprir a missão.

Pr. Marcos de Souza Cavalcante
Pastor do Distrito de Floresta, pertencente à Associação Central Sul Rio-grandense – ACSR

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