sábado, 16 de abril de 2011

Bactéria resistente contamina 25% da carne americana

Pedaços de carne obtidos em mercados de cinco cidades dos Estados Unidos revelaram a existência de uma bactéria super-resistente nos alimentos. Cerca de 25% da carne bovina, de frango, porco e peru estavam contaminadas com o Estafilococo aureus, uma bactéria que pode provocar infecções na pele, pneumonia, septicemia ou endocardite em pessoas com corações fraco. O material foi encontrado em 47% das mostras, segundo o estudo publicado pela revista Clinical Infectious Diseases.

Mais da metade (52%) das amostras infectadas continha uma dura cepa do Estafilococo, resistente a pelo menos três tipos de antibióticos. Na maioria dos casos, a bactéria morre durante o preparo do alimento, mas os riscos de contaminação podem estar na manipulação da carne crua na cozinha e de outros utensílios, ou no consumo de carne muito mal passada.

"Pela primeira vez, sabemos quanto de nossa carne e aves está contaminada com um estafilococo resistente aos antibióticos, e é essencial saber", afirmou Lance Price, do Translational Genomics Research Institute de Phoenix, Arizona, coordenador do estudo. "O assunto é preocupante e exige atenção sobre como são utilizados os antibióticos na atual produção de alimentos para animais", completou Price, para quem "provavelmente" a bactéria resistente "está na comida dos próprios animais".

O Estafilococo aureus não figura entre as quatro bactérias que habitualmente o governo americano busca nas análises que faz da carne, que são: salmonela, campylobacter, Escherichia coli e enterococo. Mais de duas milhões de pessoas são infectadas nos Estados Unidos anualmente com estas bactérias. Centenas delas morrem, com um risco maior para crianças, idosos e pessoas com sistema imunológico vulnerável.

As 136 mostras obtidas incluíram 80 marcas de carne e foram retiradas de 26 mercados nas cidades de Los Angeles, Chicago, Fort Lauderdale, Flagstaff e na capital Washington DC. O estudo mostra que a bactéria foi encontrada dentro da carne e, portanto, não é, em absoluto, provável que a presença seja motivada pela manipulação.

A responsabilidade, provavelmente, recai sobre as granjas industriais com densidade de estoque. “Nesses lugares, os animais recebem sistematicamente pequenas doses de antibióticos (...), ideal para o cultivo de bactérias resistentes que passam dos animais aos humanos", destaca o estudo.

"Os antibióticos são os medicamentos mais importantes que temos para tratar infecções por estafilococo. Mas quando o estafilococo é resistente a três, quatro, cinco e até mesmo nove antibióticos diferentes - como comprovamos neste estudo -, os médicos ficam com poucas opções", afirmou Price.

O documento não avalia os riscos para a população desta cepa de estafilococo. "Agora, precisamos determinar o que significa isto em termos de risco para a saúde do consumidor", disse o co-autor Paul Keim, diretor do Center for Microbial Genetics and Genomics da Northern Arizona University. (Agência France-Presse - publicado em Veja)

Nota: Vale a pena atentar para o conselho de Ellen White: "Muitas vezes, ao ser comida, a carne deteriora-se no estômago, e cria doença. Câncer, tumores e moléstias do pulmão são em grande escala produzidas por comer carne.” “... Nem uma grama de carne deve entrar em nosso estômago. O comer carne não é natural. Devemos voltar ao desígnio original de Deus ao criar o homem”. C.S.R.A., 380, 383.

Leia também: Segunda-feira sem carne

Pr. Evandro Fávero

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