quarta-feira, 28 de julho de 2010

A soberania do Espírito Santo

Alguns tentam usar o Espírito Santo como se ele fosse um computador

O Espírito Santo é soberano e imprevisível. Às vezes, Ele faz coisas que o homem não entende. Certa vez, o Espírito Santo impediu e não permitiu que os apóstolos fossem para determinada localidade (Atos 16:6). Filipe, em dado momento de sua vida, ouviu do Espírito Santo a seguinte mensagem: “Aproxima-te desse carro e acompanha-o” (Atos 8:29). O resultado foi a conversão do eunuco.

O Espírito Santo é tão soberano que concede dons à igreja e os distribui de acordo com a Sua vontade (I Cor. 12:4-11). E mais: “o vento sopra onde quer” (João 3:8). O Novo Testamento diz que o Espírito Santo não somente é soberano para falar (Apoc. 2:7), interceder (Rom. 8:26), ensinar (João 14:26), guiar (Rom. 8:14), etc., mas que Ele é Deus (Atos 5:3 e 4).

O Espírito Santo, portanto, não pode ser colocado numa caixa ou ser programado como um computador. Ele deseja manifestar a Sua soberania e poder para atingir os não alcançados pelo evangelho eterno. É possível que os crentes se tornem arrogantes, autoconfiantes e insensíveis aos atos soberanos do Espírito do Senhor.

A igreja precisa tomar cuidado para não limitar a atuação do Soberano. As atividades da igreja devem ser as mais variadas possíveis e não poucas. Não pode focalizar uma atividade ou ministério como se isso fosse a única coisa que deve ser feita. Por exemplo, quando determinada igreja enaltece a música, aponto de esquecer outras áreas, pode estar limitando a atuação do soberano Espírito do Senhor. Lembro-me do tempo em que eu era recém-convertido ao adventismo. O grande enfoque eram as Escolas Sabatinas Filiais. Parecia até que não existiam outras coisas a se fazer.

De vez em quando, surgem programas, atividades e métodos interessantes e bons. Muitos ficam fascinados pelas novidades. Para outros, o novo é o que vale e é defendido com considerável emoção, se contrariado. Fica mais complicado ainda quando todos devem aderir ao programa, mesmo quando em determinado contexto não funciona ou não encontra receptividade.

Aqui a soberania de Deus não é respeitada. Se os membros da igreja devem encontrar realização pessoal no ministério, então devem ter ao seu dispor múltiplas opções de ministérios. A igreja também deve adaptar-se ao fato de as pessoas criarem novos tipos de ministérios nos quais possam atuar conforme seus dons.

Mesmo os bons programas devem ser flexíveis e não rígidos, para que o Espírito Santo possa atuar e usar com criatividade os membros envolvidos no trabalho. Por outro lado, vínculos emocionais não deveriam impedir que um programa ou projeto que não esteja dando resultados em determinado contexto, seja descartado.

Se a finalidade é a colheita de almas para o Reino de Deus, os meios para atingi-la serão continuamente examinados para ver se há necessidade de ajustes. A Igreja Adventista crê na soberania do Espírito Santo. Crê também que o Espírito Santo é missionário e criativo, que distribui dons aos membros do corpo de Cristo para serem usados em várias atividades e ministérios.

Diante disso, a igreja não é sábia se, ao apresentar um programa de evangelização, por exemplo, desejar que todos o aceitem e o desenvolvam dentro das regras como foi preparado. A evangelização mundial só se tornará realidade quando cada membro do corpo de Cristo e cada igreja local, dentro do seu contexto, respeitar a soberania do Espírito Santo, usando os seus dons com criatividade e variadas formas.

Portanto, todos os cristãos precisam orar pela visita do soberano Espírito de Deus, a fim de que o Seu fruto apareça em todo o Seu povo. Só então a igreja se tornará um instrumento poderoso para que o mundo ouça a Sua soberana voz.

Dr. Érico Tadeu Xavier
Pastor no Norte do Paraná (ANP)

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