terça-feira, 22 de junho de 2010

A PALAVRA NÃO VOLTARÁ VAZIA

“Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos.”

Neste verso encontramos o encorajamento para desempenharmos o trabalho para Deus com determi-nação e alegria, e a certeza de que teremos êxito em nosso trabalho para o Senhor.

O texto apresenta pelo menos três verdades importantes para nossa vida espiritual.

I) O cristão deve ter uma vida ativa.

Podemos ver isso claramente pelo fato de que o salmista diz: “Quem sai andando”! Andar denota uma vida ativa. Andar significa a-vançar. Nunca podemos nos conformar com aquilo que já alcançamos na vida cristã. Temos que ter o desejo de conhecer mais a Bíblia, conhecer mais os livros do Espírito de Profecia, de ter mais Fé, etc.

Mas, acima de tudo, o que o texto diz é que esse cristão anda em direção às pessoas. Ele anda no sen-tido de que não se conforma em apenas ficar sentado ouvindo a Palavra de Deus. O salmista quer transmitir a idéia de que, como cristãos, temos que ser ativos na pregação da Palavra de Deus.

Quero apresentar alguns textos de Ellen White que falam sobre o assunto. Onde ela menciona que todos devem andar e que aqueles que andam, ou seja, que realizam algo para Deus, são beneficiados.

“Há perigo para os que fazem pouco ou nada para Cristo. A graça de Deus não habitará por muito tempo na alma daqueles que, tendo grandes privilégios e oportunidades, permanecem silenciosos” S.C. pág.89.

“Deus não faz acepção de pessoas. Servir-Se-á Ele de cristãos humildes e dedicados, mesmo que não tenham recebido instrução tão completa quanto alguns outros. Empenhem-se em serviço para Deus, fazendo trabalho de casa em casa. Assentados na intimidade do lar poderão-se forem humildes, discretos e piedosos - fazer mais para satisfazer as reais necessidades das famílias, do que o faria um ministro ordenado” Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 84.

Este cristão anda, mas não anda só por andar. Ele anda levando consigo a preciosa semente da verdade. Assim também nós devemos levar sempre conosco em nossa “bagagem” palavras de esperança, fé e de certeza. Porque “aqueles cuja vida consiste sempre em receber e nunca dar perdem logo a benção. Se a verdade não flui para os outros, ele perde a capacidade de receber” Manuscrito 139, 21/10/1889.

“Os pastores podem pregar sermões aprazíveis e convincentes, e fazer muito esforço para edificar a igreja, e fazê-la prosperar; mas a menos que seus membros façam individualmente sua parte como ser-vos de Jesus Cristo, a igreja estará sempre em trevas e sem forças” S.C. pág. 68.

Por isso Deus chama você hoje a andar! Ou seja, sair da inatividade e ser um cristão ativo que espalha a semente da verdade por onde anda! Mas a segunda verdade importante que encontramos nesse verso é que,

II) O Cristão deve ser perseverante.

O texto que lemos nos mostra que o servo de Deus deve ser perseverante. Está escrito que ele sai andando e chorando. Com certeza ninguém gosta de trabalhar quando está chorando, ninguém gosta de andar quando se está chorando! Neste contexto o choro representa tristeza, desânimo. E a tristeza aqui, é o resultado de andar. Ou seja, o choro provém do envolvimento da pessoa no trabalho do Senhor.

E por que vem o choro?

1) O choro vem quando falamos a um amigo, parente, conhecido, colega de trabalho sobre Jesus e seu Evangelho e este não aceita, rejeita, esnoba e até critica ou zomba. O choro vem, porque sabemos, pela Palavra de Deus, o que acontecerá com os escarnecedores que não aceitam a Cristo.

2) Choramos quando estudamos a Bíblia com alguém e este não demonstra interesse. Como alguém poderia não interessar-se por Jesus?

3) Choramos quando fazemos um apelo e as pessoas não aceitam por medo ou vergonha.

4) Choramos quando vemos a dureza do coração e a demora das pessoas em tomar decisões.

5) Choramos quando alguém recebe um folheto e joga fora.

O que fazer para vencer o choro, ou seja, o desânimo? O Remédio para vencer o desânimo é trabalhar. O mesmo choro que provém do trabalho pode ser ver vencido com o trabalho, pois “... se posto a trabalhar, o desanimado logo esquecerá o seu desânimo; o fraco ficará forte; o ignorante, inteligente; e todos aprenderão a apresentar a verdade tal qual é em Jesus.” T.S. V 3 pág. 323.

Lemos ainda nos escritos de Ellen White que:

“A germinação da semente representa o início da vida espiritual, e o desenvolvimento da planta é uma bela figura do crescimento cristão. Como ocorre na Natureza, assim é na graça; não pode haver vida sem crescimento. A planta precisa crescer ou morrer. Como seu crescimento é silencioso e imperceptível, mas constante, assim é o desenvolvimento da vida cristã. Nossa vida pode ser perfeita em cada fase de desenvolvimento; contudo haverá progresso contínuo, se o propósito de Deus se cumprir em nós” P.J. pág. 65.

Para continuar andando mesmo em meio ao choro e desânimo é necessário perseverança. Mas a Bíblia diz que aquele “que perseverar até o fim será salvo” (Mt. 24:13) e que a perseverança é uma característica dos salvos (Ap. 14:12).

Nada é de tão bom efeito quanto o êxito. Alcança-se este, pelo esforço perseverante. Novos campos se abrirão. Muitas almas serão levadas ao conhecimento da verdade. O que é necessário é mais fé em Deus.

III) O cristão ativo e perseverante alcançará sucesso.

Está claro que esse cristão mencionado no texto é ativo e perseverante, pois o texto menciona que ele sai andando e chorando, enquanto semeia.

“Deus chama obreiros que entrem na seara madura. Deveremos esperar porque a tesouraria está exausta, porque escasseia o sustento dos obreiros que já se acham no campo? Prossegui com fé, e Deus estará convosco. A promessa é: "Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará sem dúvida com alegria, trazendo consigo os seus molhos" Sal. 126:6.”

Ele passa por dificuldades, mas continua a semear. Ele enfrenta o desânimo, mas continua a semear. Ele enfrenta a crítica, mas continua a semear. Por quê? Porque tem a promessa de Deus de que seu trabalho não será em vão.

“Assim será a palavra que sair da minha boca: ela não voltará para Mim vazia, antes fará o que Me apraz e prosperará naquilo para que a enviei” Isaías 55:11. “Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará sem dúvida com alegria trazendo consigo os seus molhos” Parábolas de Jesus, pág. 65.

IV) Conclusão:

Pergunto: Você quer continuar semeando a semente da verdade?

“Deus não há de permitir que esta preciosa obra em Seu favor fique sem recompensa. Coroará de êxito todo o esforço humilde feito em Seu nome.” Obreiros Evangélicos, pág. 192. Você crê nisto?

Lemos no livro “O Batismo do Espírito Santo” de Dennis Smith, na página 25, a seguinte história que ilustra que a Palavra de Deus não volta vazia.

Em 1921, um jovem casal, por nome David e Svea Flood, partiu da Suécia com seu filhinho de dois anos para trabalhar como missionários na África. Eles e outra família escandinava, os Ericksons, sentiram-se dirigidos por Deus para transporem os limites da sede principal da missão e trabalharem numa área remota. Alcançaram a aldeia de N’dolera, mas foram rejeitados pelo chefe, que temia que os forasteiros provocassem a ira dos deuses locais, caso tivessem permissão para trabalhar em sua aldeia. Nessas circunstâncias os missionários construíram um casebre de taipa a 800 metros dali, na encosta da montanha.

Enquanto isso, continuaram orando para que Deus de alguma forma, tocasse o coração dos alde-ãos, embora não percebessem nenhum progresso. Os Ericksons resolveram desistir e voltaram para a sede da missão central. Duas vezes por semana um garoto da aldeia recebia permissão para vender frangos e ovos para os Flood. Sendo esse garoto seu único contato com os aldeãos, Svea Flood resolveu falar-lhe de Jesus. Deus lhe abençoou os esforços, pois o rapaz aceitou a Cristo como seu salvador.

Svea ficou grávida e deu à luz uma menina, a quem chamou Aina. O parto a deixou esgotada, e Svea acabou contraindo malária. Seu estado de saúde piorou, e ela acabou morrendo 17 dias depois. Seu marido, ficou muito desanimado. Cavou uma sepultura, onde enterrou a esposa, depois voltou para a sede missionária. Ali entregou a filha recém nascida para os Ericksons com as seguintes palavras: “Estou voltando para a Suécia. Perdi minha esposa, e obviamente não posso cuidar desse bebê.

Os Ericksons também ficaram muito doentes, vindo ambos a morrer no prazo de oito meses. O bebê Aina foi entregue para uma família de missionários americanos que mudaram o nome dela para Aggie e a levaram consigo para os Estados Unidos com a idade de três anos. Essa família trabalhava para o Senhor no ministério pastoral em Dakota do Sul. Já adulta, Aggie estudou numa faculdade bíblica em Minneapolis. Ali encontrou um jovem chamado Dewey Hurst, com o qual se casou.

O jovem casal trabalhou para o Senhor no minis-tério e teve um casal de filhos. Seu marido, Dewey, tornou-se diretor de uma faculdade cristã na região de Seattle. Imigrantes escandinavos que moravam naquela área despertaram o interesse de Aggie. Sem saber como, Aggie recebeu certo dia uma revista religiosa sueca e ficou chocada ao ver um foto de uma cruz branca indicando o local de uma antiga sepultura com os dizeres “SVEA FLOOD”. De posse da revista, Aggie saiu correndo em busca de um professor da faculdade que soubesse ler em sueco.

O professor disse a Aggie que o artigo falava de um casal de missionários que muitos anos atrás tinha ido para N’dolera. A esposa após ter tido uma filha, morreu pouco depois. O artigo dizia que o garoto afri-cano que aceitara a Cristo, cresceu e, depois da partida dos missionários brancos, convenceu o chefe a deixar que ele construísse uma escola na aldeia. Esse jovem compartilhou com seus alunos o Cristo que havia conhecido por intermédio de Svea Flood, e todos eles aceitaram a Cristo. As crianças influenciaram os pais a se tornarem cristãos, inclusive o chefe. O artigo finalizava dizendo que aquela vila contava agora com seiscentos cristãos.

Alguns anos depois, Deus providencialmente levou Aggie a um encontro evangelístico em Londres, Inglaterra, onde ela encontrou um homem que relatou ao auditório que ocorrera 110 mil batismos no Zaire. Ela não pôde resistir em perguntar-lhe se ele tinha ouvido falar de David e Svea Flood.

Para sua surpresa, ele respondeu: “Sim. Foi Svea Flood que me conduziu a Cristo. Sou o garoto que le-vava comida para seus pais antes de você nascer. Para falar a verdade, até o dia de hoje, todos nós honramos a sepultura e a memória de sua mãe.” Após longo e lacrimoso abraço ele disse para ela: “Visite a África e saiba por que sua mãe é a personagem mais famosa de nossa história.”

Deus arranjou um jeito de Aggie visitar a África e o túmulo de sua mãe e ver a cruz branca que lhe ha-via chamado a atenção no artigo da revista. Diante da sepultura de sua mãe, Aggie ajoelhou-se e, com lágrimas nos olhos, agradeceu a Deus.

Deus ainda concedeu a Aggie a oportunidade de reencontrar seu pai, David Flood, que ainda vivia na Suécia. Ele havia casado de novo e tivera outros filhos já adultos. Estava, porém, com a saúde abalada. David havia ficado muito aborrecido com Deus. Contudo, em resultado da visita de Aggie, ele reconciliou-se com Cristo e fez as pazes com Deus. Alguns meses depois da visita da filha, David morreu.

Você quer experimentar a grande alegria de levar alguém aos pés de Cristo através do Batismo? Está você disposto a sair e semear mesmo em meio ao choro? Mesmo que venham provações aparentemente intransponíveis? Você está disposto a suplicar à Jesus o Batismo do Espírito Santo a fim semear cada vez mais? Você crê que a “Palavra de Deus não voltará vazia”? Você quer fazer um compromisso com Deus, de sair e semear a semente do evangelho? Se você quiser Deus lhe dará oportunidade!

Pr. Evandro Fávero

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