quinta-feira, 20 de maio de 2010

PONTOS DE LUZ EM MEIO ÀS TREVAS

“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas; pelo contrário terá a luz da vida” João 8:12.

O que significa nos dias de hoje “ter a luz da vida”? Um dos modos de criar inimigos e levantar a oposição das pessoas é desafiar o “jeito pós-moderno” de ser. Há certos pressupostos não analisados que impõe ao mundo um modo sombrio de proceder. Quem se atrever a desafiar essas máximas mundanas, tais como “só se vive uma vez”, “gozemos da vida enquanto ela dura”, “quem sabe lá o que virá depois?”, “para que serve o sexo senão para o prazer?” está condenado a tornar-se impopular.

Foi isso exatamente o que aconteceu com Cristo. Sua conduta, Seu ministério, Sua vida perfeita, estão de tal modo em desacordo com tudo que o mundo estima, que o mundo crucificará todo aquele que procurar viver à altura dos seus valores. E Cristo, porque os pregou e os viveu tinha que morrer. O Calvário foi o preço que teve de pagar por esta vida de Justo. Parece que só a mediocridade sobrevive. Os que chamam preto ao preto e branco ao branco estão condenados por intolerantes. Só os furta-cores é que sobrevivem.

Jesus fez aqui a proclamação universal, já anunciada por Isaías, de que ele seria a Luz de todos os povos e nações. Nem todos seguiriam a Luz. Mas ele, de pé no meio do templo, onde as luzes iam gradualmente empalidecendo, proclamava-se a Luz do Mundo. Afirmava ser a glória e a luz do próprio templo. Declarava-se mais necessário para a vida do espírito do que a luz do sol para a vida do corpo. Não era sua doutrina, sua lei, seus mandamentos, nem seus ensinos que constituíam esta luz, mas a Sua Pessoa.

Note, outra vez, que Ele não chama a sua doutrina a Luz do Mundo, mas a Sua pessoa. Como o sol que ilumina fisicamente o mundo é um só, assim Jesus se afirmava como a única luz do mundo, espiritualmente falando; sem ele todas as almas estariam mergulhadas em trevas.

Nosso Senhor partiu deste mundo sem deixar mensagem alguma escrita. Ele era sua própria doutrina. A luz e a santidade identificavam-se nele. Nem a verdade proclamada por todos os outros mestres de moral, nem a luz que trouxeram ao mundo estava dentro deles, mas sim fora deles. Todavia, o Divino Mestre identificou consigo mesmo a Divina Luz. Foi a primeira vez na história que isso se deu e desde então nunca mais se repetiu.

Quando no templo, o velho Simeão tomou a Jesus menino nos braços pronunciou sobre ele estas palavras “este é a Luz que há de trazer a revelação aos gentios, este é a gloria do teu povo de Israel” (Lc 2:32).

Um velho e enferrujado escudo de metal disse um dia ao sol: “ó sol ilumina-me”. O sol respondeu: “limpa-te primeiro”. Que Deus o ajude a estar plenamente “limpo” e ser um ponto de luz em meio às trevas.

Pr. José Silvio Ferreira
Associação Paulistana - UCB

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