terça-feira, 18 de maio de 2010

O ministério de Paulo em Tessalônica

Uma ênfase especial em sua metodologia evangelística

O presente estudo analisará o ministério do apóstolo Paulo na cidade de Tessalônica, enfocando a sua metodologia empregada para estabelecer a igreja na cidade.

Paulo e a cidade de Tessalônica A cidade de Tessalônica está situada à borda do Mar Egeu, e era a principal cidade da Macedônia. Era uma cidade portuária com muita atividade comercial. Até o dia de hoje não tem perdido a sua importância de cidade estratégica. O apóstolo Paulo juntamente com os seus colaboradores ( At 17:1-9) chegou na cidade de Tessalônica durante sua segunda viage missionária. Ali, seguindo a sua estratégia missionária de evangelização, se reuniu com os judeus durante três sábados na sinagoga, para apresentar a Cristo crucificado e ressussitado. Devido a pregação de Paulo, os judeus alvoroçaram o povo de tal forma que Paulo e seus companheiros tiveram que sair da cidade. A acusação que fizeram contra Paulo e sua equipe foi: “Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui”, v.6.

O que podemos apreender? Bem, para realizar uma correta e frutífera evangelização de um povo ou cidade, devemos seguir uma estratégia bem definida, para que nossos esforços e recursos sejam bem canalisados e possam render bons frutos. Devemos também lembrar que a fidelidade na apresentação do evangelho poderá acarretar em algum sofrimento. Algo para pensar: Poderiam dizer que estamos “transtornando o mundo?

A pregação de Paulo. As Escrituras Sagradas revelam que a pregação de Paulo se fez no poder do Espírito Santo: “Porque o nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo...”(1 Ts1:5).

Uma das características dos apóstolos é que eles sempre estavam cheios do Espírito Santo: e esta qualidade espiritual os capacitava para anunciar uma mensagem no poder do Espírito. Que grande necessidade temos hoje em dia de que nossas igrejas anunciem a mensagem no poder do Espírito Santo.

A pregação do evangelho se fez também com pleno conheciemnto da doutrina: “Nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção...”( 1 Ts 1:5).

“Ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado...” é parte da Grande Comissão. A primeira igreja de Jerusalém, crescia na doutrina dos apóstolos (At 2:42), e qual é a doutrina dos apóstolos? Indubitavelmente é a doutrina de Jesus Cristo. Devemos ensinar a sã doutrina, para que a igreja não seja levada por “ventos de doutrina” (Ef.4:14).

A pessoa de Paulo. A vida do apóstolo foi um exemplo digno de ser imitado. “Vós e Deus sois testemunhas do modo por que piedosa, justa e irrepreensivelmente procedemos em relação a vós outros, que credes”(1 Ts 2:10). “Com efeito, vos tornastes imitadores nossos e do Senhor”(1 Ts 1:6). “Pois vós mesmos estais cientes do modo por que vos convém imitar-nos, visto que nunca nos portamos desordenadamente entre vós”(2 Ts 3:7).

Em todas as igrejas, os olhos da congregação estão sempre voltados para os pastores e os líderes, observando seus defeitos e virtudes. Na vida do ministro não deve haver nada que possa ser reprovado. Recordemos que somos cartas abertas “conhecida e lida por todos os homens”( 2 Co 3:2). Muitas vezes os meios de comunicação trazem a tona os pecados de pastores e líderes religiosos. Isto afeta a obra de evangelização e desacredita o ministério. Paulo foi um exemplo de um pastorado sério e de santidade ministerial.

Paulo não buscou agradar homem algum, e muito menos procurou glórias humanas. Nunca agiu contrariamente aos princípios cristãos de conduta e moral: “...não para que agrademos a homens, e sim a Deus, em meio a muita luta”, (1 Ts 2:4). O ministro nunca deve fazer algo porque quer ficar bem com alguém ou com a congregação. Como líderes cristãos devemos fazer o que é correto e agradável aos olhos do Senhor, ainda que isso venha desagradar alguns. Isto requer uma personalidade espiritual e ministerial bem definidas. O apóstolo foi ainda amável com os irmãos, como uma mãe que cuida de seus filhos: “...nos tornamos carinhosos entre vós, qual ama que acaricia os próprios filhos”(1 Ts 2:7). Entre Paulo e os Tessalonicienses houve uma relação de pai e filhos. Ele revelou estar disposto a dar a própria vida pela igreja. “Assim, querendo-vos muito, estávamos prontos a oferecer-vos não somente o evangelho de Deus, mas, igualmente, a própria vida; por isso que vos tornastes muito amados de nós”, (1 Ts 2:8). A entrega ministerial exigirá uma atitude semelhante a de Paulo:”Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol da vossa alma. ...” (2 Co 12:15 ).

A estratégia de Paulo. Para dar exemplo, exerceu seu ofício de fazer tendas, a parte de pregar o evangelho: “Porque, vos recordais, irmãos, do nosso labor e fadiga; e de como, noite e dia labutando para não vivermos à custa de nenhum de vós, vos proclamamos o evangelho de Deus” ( 1 Ts 2:9 ). E mais: “Nem jamais comemos pão à custa de outrem; pelo contrário, em labor e fadiga, de noite e de dia, trabalhamos, a fim de não sermos pesados a nenhum de vós; não porque não tivéssemos esse direito, mas por termos em vista oferecer-vos exemplo em nós mesmos, para nos imitardes” (2 Ts 3:8-9 ).

Na verdade o apóstolo quis dar-nos um exemplo de entrega ao ministério e também o fez por estratégia para poder apresentar o evangelho. Ele não quis estabelecer um padrão de sustento ministerial, pois, ele mesmo disse: “Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho”(1 Co 9:14).

Realizou ainda um trabalho pessoal, com cada um dos crentes: “E sabeis, ainda, de que maneira, como pai a seus filhos, a cada um de vós, exortamos, consolamos e admoestamos, para viverdes por modo digno de Deus, que vos chamou para o seu reino e glória”(1 Ts 2:11-12).

O Senhor na Grande Comissão nos mandou “fazer discípulos”, porém o que hoje em dia buscamos são meros convertidos, que fazem simples decisões públicas de fé. Por exemplo: nas campanhas de evangelismo, muitas pessoas tomam decisões, mas quantas permanecem fiéis ao Senhor? O trabalho mais duradouro é aquele que se faz com cada pessoa, o que chamamos de “Evangelismo Pessoal”. Esta prática paulina é digna de ser imitada hoje em dia em nosso ministério pastoral. O trabalho “pessoal” ajuda a entender que as pessoas não são meros números mas são PESSOAS. Os pequenos grupos poderão contribuir para essa realidade.

A estratégia paulina incluia a oração. Paulo praticou a oração, para fortalecer sua própria vida e interceder pelos crentes em Tessalônica: “Damos, sempre, graças a Deus por todos vós, mencionando-nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa fé...”(1 Ts1:2) e “Orando noite e dia, com máximo empenho, para vos ver pessoalmente...”( 1 Ts3:10).

A oração é essencial em todo ministério cristão, fazer algo sem oração é faze-lo no poder da carne, porém ao orar estamos demosntrando nossa dependência de Deus. O pastor é os líderes tem que orar mais que os membros de sua congregação, pois precisam alimentar o rebanho e servir de modelo de fé e oração.O ministério que o Senhor nos tem dado deve ser cuidado com muita oração. A oração também deve ser feita a favor da cidade onde estamos, porque isto é o que o Senhor pediu a Israel em Jeremias 29:7.

A estratégia de Paulo incluía uma equipe de colaboradores: “E enviamos nosso irmão Timóteo, ministro de Deus no evangelho de Cristo, para, em benefício da vossa fé, confirmar-vos e exortar-vos” (1 Ts 3:2).

Algumas das pessoas que colaboravam com Paulo eram jovens a quem o apóstolo os instruia (2 Tm 2:2) de uma maneira verbal e prática, e lhes delegava responsabilidades para que adquerissem experiência ministerial, como o caso de Tito que ficou em Creta para pastorear ( Tt 1:5). O interessante de tudo isso é que o apóstolo confiava nos seus colaboradores e compartilhava a autoridade pastoral. É interessante lembrar que mulheres também faziam parte da equipe evangelística de Paulo ( Fp 4:2-3).

A prática dos princípios Paulinos de evangelização e ministério urbano, certamente causarão uma tremenda revolução na vida do pastor, do ministério e das igrejas.

Dr. Erico Tadeu Xavier
Pastor Distrital em Londrina-PR

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