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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

IMPRESSIONAR OU INFLUENCIAR

Um estudante de teologia ouviu de um experiente pastor uma frase que tem marcado seu ministério. “Se você quer ter sucesso, não se preocupe em impressionar, mas sim influenciar”.

Quanta sabedoria em tão poucas palavras! Infelizmente, quando seguimos o impulso natural da mente, falamos ou agimos para impressionar. E motivação para isso não falta. Por trás de boa parte das ofertas da mídia está a indução para impressionar. Impressionar o patrão, a namorada ou namorado, o vizinho, o pai, a mãe, os colegas de trabalho e tantos outros.

Muitos já foram à falência, porque gastaram o que não tinham, para comprarem o que não precisavam a fim de impressionar a quem não apreciavam.De conseqüência ainda mais grave é quando vivemos uma religião de aparência. Jesus chamou tais pessoas de sepulcros caiados. Ele denunciou os fariseus porque oravam nas esquinas das ruas, buscavam as primeiras cadeiras nas sinagogas, as saudações nas praças, praticavam boas obras, tudo isto para serem vistos pelos homens (Mat. 23:4-7).

Se bem observarmos, a natureza humana não mudou. Preocupa-nos mais o que o amigo, o ancião, o pastor ou a comissão da igreja pensam a nosso respeito, do que as ações em si mesmas. À primeira vista, tanto o que é certo como o que é errado, podem parecer-se. A grande diferença está no espírito que motiva à ação. Jamais deveríamos esquecer a quem servimos.

Quando realizamos a obra de Deus para agradar a homens abrimos mão de um poderoso fator de sucesso: a Sua benção. Jacó, cheio de preocupação em relação a Esaú, procurou impressioná-lo com sua riqueza, mas na noite de luta no Vale de Jaboque, aprendeu que não poderia prosseguir sem a benção do Senhor. Ezequias ao receber os embaixadores de Babilônia, preferiu impressioná-los com seus bens ao invés de influenciá-los apontando a Deus como o único responsável pelo milagre que os atraíra de tão longe.

Digna de reflexão é a história de Joquebede. Ela teve apenas 12 anos para educar a Moisés. Diz Ellen White: “De que grande alcance em seus resultados foi a influência daquela mãe hebréia, sendo ela entretanto uma exilada e escrava! Toda a vida futura de Moisés, a grande missão que ele cumpriu como chefe de Israel, testificam da importância da obra de uma mãe cristã. Não há outro trabalho que possa igualar a este. Em parte muito grande, a mãe tem nas mãos o destino de seus filhos... Ela não tem a desenhar formas de beleza na tela, ou esculpi-las no mármore, mas imprimir na alma humana a imagem do divino”. PP,244.

Neste ano, dedicado pela Igreja como o ano da “Ênfase no Evangelismo”, cabe-nos ter uma consciência ainda mais aguçada sobre o poder da influência para levar as pessoas a Jesus.“Muito mais do que o fazemos, precisamos falar dos capítulos preciosos de nossa experiência. Depois de um derramamento especial do Espírito Santo, nossa alegria no Senhor e nossa eficiência em Seu serviço aumentariam grandemente com o recontar Sua bondade e Suas maravilhosas obras a favor de Seus filhos. Essas práticas reprimem o poder de Satanás. Expelem o espírito de murmuração e queixa, e o tentador perde terreno. Cultivam aqueles atributos de caráter que habilitarão os moradores da Terra para as mansões celestes.

Um tal testemunho terá influência sobre outros. Não pode ser empregado meio mais eficaz de conquistá-los para Cristo”.P.J..299, 300. Há grande poder na união de esforços. Levantemo-nos e façamos resplandecer nossa luz, pois como diz um conhecido pensamento, “o grande problema do mundo não está na ação dos maus, mas sim na omissão dos bons”.

“Quando os que professam servir a Deus seguirem o exemplo de Cristo, praticando na vida diária os princípios da lei, quando todos os seus atos testemunharem de que amam a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmos, então a igreja terá o poder de abalar o mundo”. P.J, 340.

Hitler, Napoleão, Alexandre o Grande, Nabucodonozor e tantos outros abalaram o mundo e contribuíram para sua ruína. Sob a ação do Espírito Santo, também podemos por nossa influência abalar o mundo com o poder evangelho e atrair aos pecadores das trevas para a verdadeira Luz. Maranata!

Pr. Antonio Moreira
Presidente da Igreja Adventista para o Sul do Paraná (ASP)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

ENZO: UM PRESENTE DE DEUS

Pr. Evandro e Família Mincarone No domingo, 27 de setembro, fui convidado por Michael e Milena Mincarone, pais de Isaac e Enzo V. Mincarone, para apresentar o pequeno Enzo (no colo da mãe na foto) ao Senhor Jesus.

Cada filho é um milagre e presente de Deus (Salmo 139:13-16; 127:3), por isso, dedicar uma criança ao senhor seguindo o exemplo de Jesus (Lucas 2:22) é um grande privilégio. Mas, mais do que uma dedicação, foi um culto de gratidão a Deus pela atuação poderosa na vida deste pequeno bebê. No momento da dedicação, li o histórico de sua vida escrito pela mãe Milena. Abaixo transcrevo o que ela escreveu:

"Nosso pequeno Enzo mostrou-se corajoso desde seu primeiro dia de vida. A médica obstetra decidiu antecipar seu nascimento, pois tinha receio de deixar que algumas complicações aumentassem.

"No dia vinte e sete de março de dois mil e nove, nasceu o nosso bebê, pesando pouco mais de três quilos e medindo aproximadamente cinqüenta centímetros. O Enzo nasceu com Polidrâmnio, ou seja, com excesso de líquido amniótico (líquido que envolve o bebê durante a gravidez) em um dos pulmões, o que ocorre em cerca de menos de um por cento das gestações.

"Nos olhares da obstetra e da pediatra estava claro que havia algo errado. Logo nosso bebê foi levado à UTI. Começaram então os dias angustiantes na vida de nossa família. Foram várias as entradas e saídas da UTI, cada vez com mais lágrimas derramadas. O passar de um dia era como o passar de um ano. O coraçãozinho do Enzo parecia cada vez mais frágil, e enquanto lágrimas continuavam a rolar e quando parecia que não conseguiríamos mais nos ajoelhar, Deus nos concedia mais um dia, e mais outro, e mais outro e mais outro. Em meio a tantos sustos Ele gerou em nós uma fonte infinda de energia.

"Por onze dias nossos pensamentos questionaram a Deus, mas em Sua infinita sabedoria Ele nos perdoou e demonstrou Seu amor por nós devolvendo nosso filho aos nossos braços. Hoje, com seis meses, aproximadamente seis quilos e sessenta centímetros, Enzo é mais um presente em nossa família. Filhos são milagres vindos do Pai de eterno amor. Obrigado Senhor."

Pr. Evandro Fávero

Faça download da aula em Power Point "Educando pelo Exemplo"

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

ELE NÃO ME ABANDONOU

Michelson Borges e Vanderlei RickenNo fim da década de 1980, um jovem adventista não mediu esforços para compartilhar o evangelho com um amigo relutante. Por mais de dois anos, o criciumense Vanderlei Ricken orou e trabalhou por seu conterrâneo e colega de escola. Valeu a pena o esforço. Depois de muito estudo da Bíblia, apelos e lágrimas, Michelson Borges aceitou a Jesus e a verdade revelada nas Escrituras.

O blog www.amissão.com entrevistou os dois amigos que hoje moram a mais de mil quilômetros um do outro (Vanderlei é bibliotecário do Instituto Adventista Cruzeiro do Sul, em Taquara, RS; Michelson é editor na Casa Publicadora Brasileira, em Tatuí, SP). Conheça a seguir alguns lances dessa história de amizade, perseverança, amor e fé:

Vanderlei, conte um pouco da história da sua conversão e de como conheceu o Michelson.

Vim para a Igreja Adventista em 1981-1982 (meu batismo foi realizado no dia 31 de janeiro de 1982). Eu estava com 12 anos de idade. Meu irmão, o Volnei Ricken (atualmente tesoureiro do Colégio Adventista de Porto Alegre), foi o primeiro adventista na família. Ele usava drogas, fumava, bebia e fazia outras coisas terríveis. Deus escolheu o caso mais difícil da família para impressionar os demais em favor do evangelho. Ele ainda não era batizado e dava muitos estudos bíblicos, inclusive para mim. Decidi-me por Cristo quando, nas primeiras lições, li a Lei de Deus na Bíblia, contrastada com a lei que tinha aprendido no catecismo. Para mim, isso foi determinante.

Quando comecei a frequentar os cultos na igreja de Criciúma, havia lá um adolescente muito fiel a Deus, o Aguinaldo Carvalho da Silva. Com ele eu saia todos os sábados à tarde para entregar folhetos e depois começamos a estudar a Bíblia com algumas pessoas. Quando esse meu amigo foi para o colégio interno, fiquei sozinho, numa igreja pequena, com poucos jovens e a maioria deles afastada de Deus, apesar de frequentarem a igreja. No meio dessa situação desanimadora, fiz uma oração: “Senhor, preciso de um amigo da igreja com quem eu possa compartilhar as dificuldades e crescermos juntos na fé.”

Deus, como sempre, conduziu tudo. Eu havia parado de estudar assim que terminei o ensino fundamental. Quando voltei a estudar, escolhi o curso técnico em química. Fiz o primeiro ano e, no ano seguinte, tive que parar para servir ao Exército. Aquele foi um ano de muito preparo espiritual, pois as circunstâncias eram extremamente desfavoráveis para um cristão. Peguei detenções e outras punições por ser fiel a Deus, especialmente em relação à guarda do sábado. Mas Deus operou grandes livramentos nesse particular, e deixei um grande testemunho dentro do Exército, tanto para companheiros como para os oficiais.

Voltei no ano seguinte a fazer o curso de química. Nessa turma, eu cheguei com todo “gás espiritual”. E justamente naquela turma estudava o Michelson.

Como sempre gostei de estudar a Bíblia e de dar estudos bíblicos, pedi licença à professora, no início de uma aula, para dar um recado à turma. Ela permitiu e ofereci diferentes estudos bíblicos para toda a turma (Família Feliz, Encontro com a Vida, e outros). Praticamente todos aceitaram fazer algum tipo de estudo.

Em nossa turma havia uma testemunha de Jeová, um presbiteriano e um adventista, além de católicos. Com o Michelson, formamos um quarteto e mantínhamos o jornal da escola, o Tô Sabendo. O jornal tinha sido ideia do Michelson. Toda a turma participava do jornal, mas nós participávamos um pouco mais. Um dia, estávamos nós quatro conversando e o Paulinho (a testemunha de Jeová) começou a falar contra Maria, mãe de Jesus. Foi o momento que tive para defender o católico Michelson, dizendo que José poderia muito bem ser viúvo ao casar com Maria e já ter tido outros filhos, sem ter sido necessariamente com Maria, pois os textos bíblicos dão margem para essa compreensão. A intenção era justamente me aproximar do Michelson.

Noutro momento, disse algo assim: “Michelson, vejo que você é um cara inteligente. Você não tem curiosidade em relação ao livro do Apocalipse?” Não deu outra: ele “mordeu a isca”. Ofereci o estudo, ele aceitou e fiquei dando as lições para ele. Depois de respondê-las, ele me devolvia, e assim foi.

Comecei a ir à casa dele, e sempre esperava ele puxar alguma conversa religiosa. Frequentemente, ele tocava no assunto quando já era muito tarde, mas, mesmo assim, não me preocupava com o tempo e muitas e muitas vezes saí da casa dele de madrugada, depois de muitos estudos da Bíblia e explicações de textos e outros questionamentos.

Michelson, como você venceu o preconceito e acabou se tornando amigo do Vanderlei?

Isso é realmente interessante, já que eu alimentava certo preconceito contra os “crentes”. Eu era católico praticante. Tinha feito estágio num seminário teológico em Tubarão, SC, e era líder de jovens. O sonho de minha mãe era ver-me padre. Quando conheci o Vanderlei, o que mais me chamou a atenção nele foram duas coisas: (1) o espírito brincalhão, que o tornava uma pessoa agradável e bem quista de todos, e (2) a ousadia com que falava de suas convicções. Eu podia discordar dele em assuntos de fé, mas uma coisa não podia deixar de admitir: ele tinha mesmo convicção no que cria. De vez em quando, ele deixava uns folhetos sobre as carteiras na sala de aula. Ao mesmo tempo em que me sentia meio afrontado com aquilo, meu respeito crescia por aquele “crente” cujo testemunho era coerente com a mensagem que espalhava.

Como você encarou o desafio para estudar o Apocalipse?

Com um misto de surpresa e curiosidade. Quando o Vanderlei me convidou para fazer os estudos, deixei bem claro de início que eu os faria sozinho, em casa, com minha Bíblia Edições Paulinas, com Imprimatur do papa. Na verdade, quando ele me desafiou a estudar o Apocalipse, lembrei da minha adolescência, quando tentei estudar esse livro sem entender muita coisa. Sempre tive vontade de estudar as profecias bíblicas e aquela poderia ser uma oportunidade, inclusive, de mostrar para o Vanderlei que ele, e não eu, estava errado em sua interpretação do livro profético.

E o que aconteceu?

Nem preciso dizer quem caiu do cavalo, não é? Além das lições, o Vanderlei me entregava vários materiais adicionais, livros, apostilas, e me incentivava a ler várias passagens bíblicas. Lembro-me de ter lido o Novo Testamento em poucos dias. Cada vez mais a Palavra de Deus me fascinava e constatei que as doutrinas adventistas estão fortemente embasadas na revelação bíblica. Eu sublinhava tudo em minha Bíblia e tentava explicar para os meus amigos do grupo de jovens e para os padres que eu conhecia. Eles não compreendiam ou não aceitavam. De líder respeitado, passei a ser incompreendido e até considerado “cabeça fraca”. Isso doeu muito. Mas a dor maior que senti veio quando sugeriram que me retirasse do grupo de jovens, pois “minhas” ideias estavam causando desconforto. E não é pra menos: o último sermão que apresentei como católico, aos 17 anos, numa celebração, tratava da ressurreição de Lázaro e do sono da morte, e as últimas três reuniões que dirigi no grupo de jovens abordaram os temas volta de Jesus, estado do ser humano na morte e a vigência da lei moral e do sábado bíblico.

Como sua família viu essa sua mudança?

Meu pai não deu muita importância. Achava que era coisa de adolescente que “passaria” quando eu fosse para a faculdade. Mas minha mãe acabou tornando minha vida num verdadeiro inferno, por algum tempo. Todas as manhãs, ela me acordava para eu ir para a escola e fazia todo tipo de chantagem emocional, dizendo que eu estava acabando com a vida dela. Até que a convidei a estudar a Bíblia para saber por que eu estava pensando diferente. Como ela odiava o Vanderlei, aceitou os estudos, desde que fosse comigo. Resultado: um ano depois do meu batismo, para a honra de Deus, ela e minha irmã mais nova também foram batizadas - as duas primeiras pessoas a quem tive o privilégio de levar o conhecimento da verdade bíblica e que aceitaram o batismo.

Vanderlei, desde quando você tem esse interesse em dar estudos bíblicos? Por que você considera importante fazer isso?

Desde que me tornei adventista, me envolvi na entrega de folhetos e, depois, na ministração de estudos bíblicos. Um dia, ouvi a história de uma mulher que queria sair da igreja. O pastor a desafiou a dar um estudo bíblico, e, depois, sim, poderia sair sem problema algum. No fim desse estudo, ela se animou tanto que desistiu da intenção de abandonar a fé. Nas palavras de Paulo: para que, pregando a outros, ele mesmo não fosse de alguma forma reprovado. Dar estudos bíblicos anima profundamente nossa própria fé. Se estiver desanimado, é só pregar que anima.

Mais de dois anos se passaram até que o Michelson tomasse a decisão final ao lado da verdade bíblica. A que você atribui essa relutância por parte dele?

O Michelson participava num programa de rádio chamado “Missa no Rádio”, era líder do grupo de jovens da igreja matriz da cidade, até pensava em ser padre, fazia a celebração numa igreja católica em que o padre pouco aparecia, ajudava num jornalzinho da igreja, tinha amizade com toda a liderança... Tudo isso pesava fortemente para acentuar a relutância dele.

Michelson...

Além disso, eu não gostava da ideia de perder minha influência e os amigos que tanto amava (e amo). Pra piorar a situação, pouco antes de tomar a decisão final de me tornar adventista, eu estava cursando o pré-vestibular. Como estava desempregado, era o meu pai quem pagava as mensalidades. Quando decidi não mais estudar aos sábados, fiquei preocupado. Se não fosse aprovado no vestibular e meu pai soubesse que eu havia perdido todas as aulas de sexta-feira à noite e de sábado à tarde, o que ele iria dizer? Mas Deus me ajudou, fiz a minha parte estudando bastante, e, no início de 1992, mudei-me para Florianópolis. Havia sido aprovado para o curso de Jornalismo da UFSC.

Vanderlei, você também orou intercessoriamente pelo Michelson. Você acha que essas orações foram determinantes?

Orei muito por ele. Eu olhava para ele e pensava assim: “Já pensou um cara desse na Igreja Adventista?” Eu pedia muito e muito a Deus para me dar sabedoria ao apresentar os assuntos para ele e ao Espírito Santo para tocar sempre o coração dele.

Qual a maior resposta a uma oração que Deus já lhe concedeu?

Acredito que o Michelson na Igreja Adventista foi a maior resposta a uma oração minha. Deus me deu um grande amigo e irmão... Um irmão mesmo.

Michelson, como você via a dedicação do Vanderlei em lhe transmitir a Palavra de Deus?

Posso dizer que isso foi o que mais me impressionou. Mesmo eu tendo relutado por mais de dois anos, Deus nunca desistiu de mim. Nem o Vanderlei. Ele pedalava alguns quilômetros para me visitar toda sexta-feira à noite, chovesse ou não, fizesse frio ou não. Ficávamos durante horas estudando a Bíblia. Eu apreciava muito aqueles momentos. Sentia que o Vanderlei era um amigo verdadeiro. A paciência que ele teve comigo foi uma prova de que ele verdadeiramente se interessava em minha salvação.

O que esses estudos bíblicos e essas orações fizeram por você, Vanderlei?

Na minha igreja não existia um plano de discipulado que ensinasse os adolescentes a dar estudos bíblicos, visitar, etc. Aprendi isso pelo método de tentativa e erro. Muitos erros, inclusive.

Mas Deus vai capacitando quem se coloca à disposição dEle. Eu era muito tímido, tinha vergonha, mas muita vergonha mesmo de até fazer uma oração em público. Eu chegava a sair de dentro da igreja nos momentos em que escolhiam alguém para orar. Falar em público era uma tortura para mim. Deus foi trabalhando em minha vida e hoje alguns podem dizer ou achar: “Ah, para ele foi fácil. Ele tem facilidade de se expressar.” Ledo engano. Só por Deus mesmo. “Não digas: Eu sou uma criança, porque a todos a quem Eu te enviar irás e tudo quanto Eu te mandar falarás. Não temas diante deles, porque Eu sou contigo para te livrar, diz o Senhor” (Jr 1:7, 8).

Como foi o dia do batismo do seu amigo? O que sentiu quando viu o Michelson, finalmente, no tanque batismal?

Não existe felicidade maior do que você ver o batismo de alguém que você conduziu a Cristo. Como é importante participarmos da salvação de outras pessoas. Como cuidamos desses recém-nascidos. Como nos preocupamos com eles. Hoje, precisamos muito desse envolvimento com os que são batizados. Se fizéssemos isso, fecharíamos a “porta dos fundos” das nossas igrejas.

Antes de o Michelson ser batizado, você o convidou a participar de projetos evangelísticos e até mesmo o incentivou a ministrar estudos bíblicos com você. Qual era o seu objetivo com isso?

O Michelson teve tudo o que eu não tive ao entrar na igreja. Fiz questão de ensinar a ele tudo o que eu sabia, na teoria e na prática. Ele foi comigo discutir com pessoas de outras religiões, fazer visitas, dar estudos bíblicos, até para pregar eu o coloquei, numa Semana do Calvário que fizemos num acampamento dos desbravadores. Ele não era batizado, ainda, e o clube de desbravadores foi também uma grande força para ajudá-lo a superar a separação do grupo de jovens da Igreja Católica. Eu também participava de muitas coisas com ele no grupo de jovens. Estava “em todas”. O pessoal do grupo de jovens ficava me olhando com cara feia, desconfiados... Fui até em procissão com ele; ele foi o Cristo e eu, o fotógrafo (risos).

Que história é essa Michelson?

Foi uma encenação de Via Sacra. Eu fiz o papel de Jesus e me senti honrado. Graças ao Vanderlei, tenho fotos desse momento. Ele participou de algumas reuniões do grupo de jovens também, e isso me mostrou que, diferentemente de mim, ele não tinha preconceitos. Posso dizer que verdadeiramente o Vanderlei se fez de gentio para ganhar um gentio (cf. 1Co 9:19-23).

Você gostava de acompanhar o Vanderlei nas atividades missionárias?

E como! Eu tinha uma motoneta mobilete que apelidamos de “evangelista”. Com ela, o Vanderlei e eu íamos a bairros distantes dar estudos bíblicos. Na época, eu não compreendia, mas hoje vejo que meu “pai na fé” fez exatamente o que Jesus fez com os discípulos dEle: primeiro, ele me mostrou como se prega; depois, foi comigo; em seguida, me enviou. Essa experiência de partilhar o evangelho com outras pessoas solidificou minha fé e meus conhecimentos doutrinários. Pregar o evangelho é um dos maiores privilégios que podemos ter neste mundo. Ainda hoje, mesmo envolvido nas atividades da instituição adventista (obra), procuro sempre dar estudos bíblicos acompanhado de minha esposa e filhas. Ajudando a salvar o próximo, também colaboramos para a nossa própria salvação, na medida em que precisamos manter viva nossa comunhão com o Salvador.

A igreja possui hoje o Plano de Discipulado. O objetivo é que o instrutor bíblico não seja apenas o “professor” das doutrinas, mas um discipulador que ensine o novo membro a viver o estilo de vida adventista e a pregar o evangelho. Vanderlei, você crê que isso é importante? Por quê?

Eu pratiquei exatamente isso. Podemos dizer que o Michelson é fruto do Plano de Discipulado. Isso é fundamental para a vida cristã. Afinal, “todo verdadeiro discípulo de Cristo nasce no Reino de Deus como um missionário”, nas palavras de Ellen White.

Quando estudava a Bíblia com o Michelson, num dos últimos apelos que fez a ele, antes do batismo, você disse que esperava que ele fosse um “Paulo moderno”.

O Michelson tinha todo o conhecimento que me foi possível passar a ele. Ele estava quase salvo, mas ainda estava totalmente perdido. Eu apelei ao coração dele para ele não ser um rei Agripa (“por pouco me persuades...”) e sim um Paulo moderno. Ele quase rejeitou o convite divino, mas, graças a Deus, aceitou a Cristo e a Verdade.

Esse apelo mexeu com você, Michelson?

Sim. O Vanderlei é mestre em fazer apelos. Desde o início dos estudos e quando me visitava em casa, ele não perdia a oportunidade de apelar para que eu me entregasse a Jesus. Quando ele falou de Paulo e Agripa e disse que eu precisava descer do muro da indecisão, não consegui mais resistir ao chamado do Espírito Santo.

Michelson disse que pregar o evangelho ajudou a fortalecer a fé dele. Você também pensa assim, Vanderlei?

Não consigo ver outra coisa na igreja que possa fortalecer a fé de um membro, em igual intensidade, como pregar o evangelho. A pessoa pode ser alimentada ou entretida dentro da igreja com a música, programas especiais, etc., mas, para ter a fé fortalecida, só pregando aos outros.

Que conselho vocês dariam para os jovens que sentem vontade de partilhar o evangelho, mas não sabem como fazer isso?

Vanderlei: hoje temos à disposição uma série de coisas que podemos fazer para partilhar o evangelho. Envolva-se com algumas delas e você sentirá, em pouco tempo, a diferença em sua vida.

Michelson: há muitas pessoas sinceras esperando para ouvir da esperança que temos. Muitas vezes me deitei de costas nas areias úmidas da praia do Rincão (no litoral sul-catarinense), onde meus pais têm uma casa de verão, e ficava me perguntando, ao olhar as estrelas: De onde viemos? Para onde vamos? Qual o sentido da vida? Somos tão pequenos em comparação com o Universo, será que temos mesmo valor para Deus? Estudar a Bíblia abriu-me os olhos e forneceu respostas para muitas perguntas que me atormentavam havia anos. Como posso manter essa revelação maravilhosa apenas comigo? Cada um tem seu círculo de amizades e é, em certa medida, responsável pela salvação dessas pessoas. Que tal orar a Deus para que Ele lhe prepare uma oportunidade de pregar a uma dessas pessoas? Experimente e você terá surpresas.

E para aqueles que não sentem vontade de evangelizar?

Vanderlei: Ellen White dá a solução: “Meus irmãos e minhas irmãs, quereis romper o encanto que vos prende? Quereis despertar dessa indolência que se assemelha ao torpor da morte? Ide trabalhar, quer vos sintais dispostos a isto, quer não. Empenhai-vos em esforço pessoal para levar almas a Jesus e ao conhecimento da verdade. Em tal trabalho, encontrareis tanto um estímulo como um tônico; ele a um tempo despertará e fortalecerá” (Testemunhos Seletos, v. 2, p. 128, 129).

Michelson: Antes de conhecer o Vanderlei, tive contato com uma adventista do sétimo dia no primeiro ano do ensino médio. Mas ela nunca falou de Jesus para mim e eu nem sabia a que religião ela pertencia (só soube disso quando a vi, tempos depois, na igreja). Ainda bem que Jesus não desistiu de mim e colocou o Vanderlei em meu caminho. Serei eternamente grato a ambos.

(Se você quiser conhecer mais da história de conversão do Michelson e da esposa dele, a Débora, leia o e-book Deus Nos Uniu)

domingo, 27 de setembro de 2009

ESTABELECENDO SUAS OBRAS

Confia ao Senhor as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos.” Pv 16.3.

Os pensamentos são coisas, ou pelo menos, nelas se transformam, disse alguém.

Salomão, o sábio afirma que nossas obras, nossas realizações, nossos planos – na verdade nós mesmos – tudo deve ser confiado de uma vez por todas às mãos de Deus, para que afastemos qualquer causa de ansiedade e preocupação.

Nossos pensamentos serão estabelecidos, porque sabemos que pertencemos ao Senhor, e Ele cuida de nós, guiando-nos, sustentando-nos. A Bíblia diz: “Porque, como imagina em sua alma, assim ele é;” Pv 23.7. E Cristo declara: “Porque a boca fala do que está cheio o coração.” Mt 12.34.

“Seja o que for que haja na fonte de nossos pensamentos, sairá no balde de nossa linguagem” (anônimo). Quando nossos pensamentos estão firmes, nossas obras serão guiadas. Tudo, portanto, depende de confiarmos a vida a Deus. Sendo estabelecidos, nossos pensamentos reagirão sobre nossas obras, de modo que seremos inteiramente de Deus. Precisamos lembrar que os pensamentos são coisas, ou pelo menos nelas se transformam.

As últimas palavras de Johann Herder, pregador do tribunal de Weimar, e um dos mais brilhantes escritores alemães, foram: “Refrigerai-me com um grande pensamento.”
Depois de enumerar muitas coisas excelentes e dignas de louvor, o apóstolo Paulo ordena: “Nisso pensai.” Fl 4.8.

Quando nossas obras são dedicadas a Deus, nossos pensamentos são “estabelecidos”. Havemos de realizar tudo quanto tivermos para fazer, com o melhor de nossas forças e intenções, seja grande ou pequeno. Então nossa vida será um êxito, não de acordo com os padrões humanos, mas de acordo com os padrões divinos.

Você tem confiado suas obras ao Senhor? O salmista nos dá o segredo da verdadeira paz e do sucesso para Jesus: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará.” Sl 37.5. Entregue a Jesus sua vida, confie e o mais Ele certamente fará em você e através de você.

Feliz semana!

Pr. Thomas Kloppe
Distrital em Laguna – SC

sábado, 26 de setembro de 2009

RÉPLICA DA BÍBLIA MUNDIAL ESTÁ NA SEDE DA IGREJA ADVENTISTA

Réplica da BíbliaUma réplica da Bíblia que percorre o mundo por causa do projeto Siga a Bíblia foi apresentada no dia 29 de agosto, em Brasília, durante encontro de obreiros e pastores do escritório da sede sul-americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia. O exemplar, que está no hall de entrada da sede sul-americana da Divisão, é similar ao que está atualmente no norte da Europa e chegará no final de setembro na América do Sul (através da região norte do Brasil).

Pr. Erton segura a BíbliaNa chegada da Bíblia, o Pr. Erton Köhler, líder dos adventistas do sétimo dia na América do Sul, segurou a réplica que passou pelas mãos de todos os líderes de departamentos da Divisão Sul-Americana (DSA) e falou da importância desse projeto que pretende estimular a leitura individual da Bíblia Sagrada e a compreensão dos princípios nela contidos.

O projeto Siga a Bíblia consiste na divulgação de uma versão especial da Bíblia Sagrada, de 1.500 páginas, escrita em diversos idiomas, que percorrerá todos os continentes (204 países). A saída ocorreu em outubro do ano passado de Filipinas (Manila) e a chegada está prevista para julho de 2010 na cidade de Atlanta, nos Estados Unidos, quando ocorrerá reunião mundial dos adventistas do sétimo dia. O dia a dia da passagem dessa Bíblia especial, pelo mundo, pode ser acompanhado no site em português e em inglês.

Veja abaixo os vídeos sobre o Projeto:

Neste vídeo o pastor Edison Choque, líder do projeto para a América do Sul, explica como funciona o projeto:



Palavras do pastor geral dos adventistas para a América do Sul, Erton Köhler, sobre o projeto:



Felipe Lemos
Jornalista - Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Sites e Blogs recomendados

Excelente Blog que apresenta o que é a Colportagem: uma atividade reconhecida por sua excelência na distribuição de publicações por meio de Colportores Evangelistas Efetivos, Estudantes e membros voluntários da igreja.




Rádio Gospel pela Internet. Bog que tem a missão de ser o ministério de comunicação que leva a mensagem dos eventos finais, dando a oportunidade de salvação a todos até a última decisão ser tomada.






Blog que apresenta artigos interessantes para o público Jovem - Humor, poesia, bate papo, etc.



Site para fazer pesquisa e/ou leitura de todas as publicações da Revista Adventista.







Blog com matérias e artigos sobre saúde.



Site que disponibiliza Materiais para treinamento e capacitação - Aulas em Power Point e demais materiais.


Site da Bíblia - artigos, Estudos Bíblicos, Pesquisa Bíblica.



Site que disponibiliza a maioria dos livros escritos por Ellen White em Português, Inglês e Espanhol.


Sites com Meditações, história, pesquisas bíblicas, grupos de oração, folhetos virtuais, entre outros.


Site com artigos, notícias, intercessão online, e biblioteca virtual, entre outros.


Site com sermões, livros, músicas, estudos bíblicos, oração intercessória, entre outros.


Artigos, teses e dissertações sobre temas teológicos.



Blog com atualidades e a sua relação com os eventos proféticos.



O Cético é um personagem que racionaliza tudo.



Temas publicados e escritos pelo Jornalista Michelson Borges.



Site que apresenta artigos e estudos científicos a favor do Criacionismo.


Site que disponibiliza vídeos diversos.







Site com artigos diversos sobre relacionamento, missão, teologia e outros.







Site do livro Grande Conflito. Você poderá ler o livro, assistir a vídeos e fazer cursos bíblicos

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O DINHEIRO NOSSO DE CADA DIA

Princípios que podem organizar sua vida financeira

O sexo ilícito e o mau uso do dinheiro são duas coisas que certamente têm contribuído para o enfraquecimento de muitos casamentos. A falta de dinheiro ou a má administração dele tem causado males e angustiado muitos casais nos dias de hoje. Afinal, quando as finanças estão desequilibradas todas as outras coisas entram em crise, desde o relacionamento conjugal até o envolvimento na igreja.

O DINHEIRO NA BÍBLIA

A Bíblia fala 205 vezes sobre a fé, 208 vezes sobre a Salvação e 2.058 vezes sobre o dinheiro ou algo relacionado que lembre dinheiro, tais como: bens, herança, propriedades. Muitas são as historias que têm como pano de fundo o bom ou mau uso do dinheiro. Talvez a mais famosa destas é a do próprio Cristo que foi traído por um de seus discípulos por apenas 30 moedas de prata ( Mat.27:3-5 ). Ainda que não houvesse dinheiro envolvido na transação, Esaú vendeu o seu direito de primogenitura a Jacó por um suculento prato de lentilhas ( Gen.25:27-34).

Uma pobre viúva foi elogiada por Jesus por causa do seu desprendimento em ofertar as únicas duas moedas que possuía ( Luc.21:1-4 ). Quem não se lembra das famosas palavras de Zaqueu quando afirma ao Mestre que daria metade da fortuna para os pobres e que restituiria quatro vezes se porventura houvesse roubado de alguém? ( Luc.19 :1-10 ). E ainda o jovem rico que preferiu as suas riquezas a ser discípulo de Jesus? ( Mat.19 :16-22). Como podemos ver, até mesmo a vida das pessoas registradas nas páginas das escrituras, está rodeada por valores que podem ser simbolizados pelo dinheiro. O certo é que a Bíblia contém em quase todas as suas páginas alguma referência a pessoas preocupadas em o que fazer com bens, propriedades, finanças.

A ORIENTAÇÃO DE DEUS

Em primeiro lugar, Deus orienta que ganhemos dinheiro honestamente. Não é pecado ganhar dinheiro. Devemos lembrar-nos, porém, de que é Deus quem nos dá força para adquirirmos riquezas ( Deut 8:18 ).

Não podemos então adorar a Deus como o soberano de nossas vidas e ao mesmo tempo, em relação ao dinheiro, agirmos como se Deus não existisse ou não se importasse com aquilo que fazemos com nossas finanças. Isto é impossível. Portanto, a primeira coisa que alguém precisa ter em mente quando falamos em administrar as finanças trata-se exatamente de como o dinheiro do lar é adquirido. O rendimento familiar vem de onde? É produto do quê?A maneira mais tradicional é que essa renda venha do trabalho de algum membro da família.

Antigamente era mais comum pensar que o homem era o natural provedor do lar, enquanto que a esposa tinha como responsabilidade o cuidado da casa e dos filhos. Com o decorrer dos anos esta prática foi sendo mudada, e hoje é muito comum encontrar o casal trabalhando fora para auxiliar ou aumentar a renda familiar. Em situações de crise econômica, os filhos já estão trabalhando para ajudar em casa.

Nós entendemos que os recursos que entram no lar devem ser ganhos com honestidade e de uma maneira onde o nome de Deus é honrado e glorificado . Uma das primeiras instruções na Bíblia foi justamente sobre o trabalho: “No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes a terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás” (Gen. 3,19). Nós cremos que um lar abençoado financeiramente é um lar onde os recursos são adquiridos com o suor do rosto, com o trabalho digno de cada membro da família. Se alguém da família trabalha em lugar onde tem que realizar falcatruas ou algo desonesto, deve rejeitar tal tipo de serviço, ainda que isto venha a lhe custar o emprego.

Em segundo lugar, a orientação de Deus é que usemos o dinheiro de maneira sensata. O dinheiro ganho honestamente pode ser usado desonestamente. O filho pródigo “dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente” ( Luc. 15:13 ). O rico insensato acumulou sua riqueza ao invés de empregá-la no que fosse útil ( Luc. 12:21 ). O administrador infiel foi demitido porque “estava a defraudar os... bens do seu senhor” ( Luc. 16:1 ). Em contraste com isso, os servos bons e fiéis usaram sabiamente os bens que lhes foram confiados ( Mat. 25:23 ). O desperdício é pecado, e o salário do pecado é a morte (Rom. 6:23 ).

Em terceiro lugar, Deus quer que dediquemos o dinheiro religiosamente. Somos responsáveis por tudo que possuímos, devendo administrá-lo de acordo com os desejos de seu legítimo Proprietário: Deus ( Sal. 50:10 ). Somos mordomos de tudo na vida, incluindo o nosso dinheiro, e tudo isso deve ser usado para a glória de Deus (1 Cor.10:31). O dinheiro ganho honestamente e usado sabiamente deve ser dedicado religiosamente a Deus e Sua Causa ( Mal.3:8-12 ).

“O maior pecado que agora existe na igreja é a cobiça. (Deus olha com desagrado para o Seu povo professo por causa do egoísmo da parte deles” – (Testemunho, vol.1, p.194). “Beneficência constante e abnegada é o remédio que Deus propõe para os ulcerosos pecados do egoísmo e da cobiça... Ele ordenou que dar deve tornar-se um hábito, para que possa contrapor-se ao perigoso e enganador pecado da cobiça. O dar continuamente faz que a cobiça morra de inanição” – O Lar Adventista, p. 370.

Os cristãos devem prestar mais atenção, portanto, à questão financeira no Lar. Talvez o maior perigo que ronda as famílias da igreja é a falta de diálogo, falta de comunicação entre os cônjuges, especialmente sobre o assunto dinheiro. Muitas famílias não sabem administrar as finanças do Lar e estão afundadas em dívidas.

SUGESTÕES PRÁTICAS

Administrar é uma arte que precisa ser aprendida. Alguns têm mais habilidades naturais nesta tarefa outras menos, todavia, é certo que todos nós podemos aprender a gerenciar de maneira mais organizada a nossa vida, principalmente no aspecto financeiro.

A seguir, algumas sugestões:

a) Quite seus débitos. Se necessário, venda algo para fugir da dívida. O seguinte testemunho sobre o assunto é dado por uma senhora de que vivera cinqüenta anos de feliz vida conjugal: “Sei por que João e eu temos sido felizes durante estes cinqüenta anos. Antes de mais nada tomamos como regra não contrair dívidas. Morei sessenta e oito anos em Chicago, e nunca durante este tempo, devi um centavo a qualquer pessoa... Creio que grande parte da infelicidade é originada por gastar-se mais do que se ganha. “Temos tido como norma comprar o que nos é possível pagar e só”. “Muitas famílias pobres o são porque gastam o dinheiro tão logo o recebem. Deveis considerar que uma pessoa não deve dirigir seus negócios de molde a incorrer em dívida... Quando alguém se envolve com dívidas, caiu na rede que Satanás prepara para as almas” – O Lar Adventista, p. 392.

b) Corte os excessos e não crie outros débitos. É possível quitar seu pagamento apenas eliminando gastos. O consumismo desmedido é um dos principais pecados da humanidade.

c) Não fique a mercê de nenhuma financiadora, agiota ou banco. Se necessário, venda seu carro e compre um mais velho, ou então, ande de ônibus durante algum tempo. Evite ao máximo fazer empréstimos, e tome a firme posição de nunca se envolver com agiotas, pois eles farão de tudo para receber o dinheiro que lhes pertencem a você não terá um minuto de folga até pagar o último centavo. Fuja, portanto, dos agiotas e do crédito rápido que eles oferecem. Fuja ainda das financeiras, que anunciam dinheiro fácil. Os juros são exorbitantes. Muito cuidado ao assinar papéis, especialmente quando a sua casa e carro ficam alienados a eles.

d) Compre à vista. Débito prolongado e mal planejado tem a ver com disciplina pessoal e revela nossa incapacidade de viver com o que temos, seja qual for o salário que recebemos. Eu sei que muitas vezes é mais fácil comprar em suaves prestações do que à vista. Veja, porém, se no seu orçamento você pode cortar as prestações mensais. Veja se você tem que cortar alguma coisa durante aquele período para pagar esta nova prestação. Saiba exatamente de onde é que o dinheiro virá. As suaves prestações podem vir a ser tremendos pesadelos. Uma regra para comprar a prazo é bem simples: se você não tem o dinheiro hoje, não terá amanhã. Espere pagar as prestações de hoje e então parta para uma nova compra a prazo.

Diga não à tentação. Não ao cartão de crédito; não a vitrine atraente; não a sociedade imediatista e não ao supérfluo. A impulsividade nos leva a comprar até o que não queremos. O pior se dá quando chega o extrato do cartão. A gente se arrepende de ter ido àquele restaurante caro, da calça que não tinha necessidade, da bolsa que estava em grande liquidação. O melhor remédio para o uso desenfreado do cartão é a tesoura.

e) Viva dentro do seu salário. Isso evitará as brigas no lar, as dores de cabeça, a insônia e o SPC.

f) Fidelidade nos dízimos e ofertas. O que é de Deus é de Deus e pronto. O dízimo não é para ser questionado, mas obedecido. O dízimo não foi instituído na Bíblia para nossa chateação, ou para ficarmos irritados. E quanto às ofertas voluntárias? Creio que as ofertas partem de um coração generoso e agradecido a Deus. E não esquecer que “o oitavo mandamento condena... o furto e o roubo. Exige restrita integridade nos mínimos detalhes dos negócios da vida. Veda o engano no comércio, e requer o pagamento dos débitos e salários exatos” – Lar Adventista, p.392.

Pr. Érico Tadeu Xavier
Pastor Distrital em Cascavel
Doutor em Ministério pela Faculdade Teológica Sul Americana


Leia também "Promessas de Deus ou dos Homens"

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A VERDADE DEVE SER VIVIDA

A Meditação "Jesus Meu Modelo", de Ellen White, apresentou nos últimos dias de setembro, temas que motivam e nos levam a pensar em nosso papel como membros da igreja. Publicaremos algumas destas meditações cujos temas são, essencialmente, sobre A Missão:

"Homens e mulheres não devem ser atrofiados espiritualmente por uma ligação com a igreja, mas fortalecidos, elevados, enobrecidos, preparados para a mais sagrada obra já confiada a mortais. É propósito do Senhor ter um exército bem-treinado, pronto para entrar em ação a qualquer momento. Esse exército será composto por homens e mulheres bem-disciplinados que se colocaram sob influências que os prepararam para o serviço.

"Os servos de Deus devem cuidar das pessoas como aqueles que devem prestar contas, e necessitam da permanente presença de Cristo em seu coração, para que possam levar pecadores a Ele. Precisam eles mesmos ter entregado tudo a Deus, para que possam falar àqueles por quem labutam sobre a necessidade e o significado de uma entrega sem reservas. Devem lembrar-se de que são obreiros juntamente com Deus, e devem se proteger contra movimentos lentos e incertos.

"Satanás busca incansavelmente oportunidades para ganhar controle sobre aqueles que eles estão procurando levar a Cristo. Somente através de constante vigilância podem os obreiros de Jesus combater o inimigo. Somente pelo poder do Redentor podem conduzir à cruz aquele que é tentado. Não é a ciência nem a eloqüência que realizará isso, mas a apresentação da verdade de Deus, falada em simplicidade e com o poder do Espírito.

"Há um único poder que pode levar o pecador do pecado à santidade – o poder de Cristo. [...] Somente Ele pode perdoar o pecado. Só Ele pode tornar homens e mulheres firmes, e mantê-los assim.

"A verdade não deve ser meramente falada pelos que trabalham por Cristo; deve ser vivida. As pessoas estão observando e avaliando os que alegam acreditar nas verdades especiais para este tempo. Estão observando para ver se a vida deles representa a Cristo. Envolvendo-se com humildade e sinceridade na obra de fazer o bem ao mundo, o povo de Deus exercerá uma influência que alcançará a todos com quem entrarem em contato. Se os que conhecem a verdade abraçarem essa obra conforme as oportunidades surgirem, dia a dia praticando atos de amor e bondade na vizinhança onde residem, Cristo será revelado em sua vida (RH, 2/6/1903).

Ellen White - "Jesus Meu Modelo", pág. 268

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A FIDELIDADE COMPENSA

Janaína SiqueiraJanaína Siqueira (foto ao lado) é membro da Igreja Adventista de Afonso Pena em São José – PR. No início desse ano, enquanto acampava no Acamp Verão, ela teve uma experiência que marcou sua vida. Em um momento da programação os acampantes dividiram-se em grupos para fazer pedidos de oração, e foi ai que começou essa história que revela que a fidelidade compensa. Vamos deixar que ela conte sua história:

“Nos reunimos em grupos para orar. Meu pedido foi para que durante esse ano eu testemunhasse mais, principalmente na minha faculdade. Eu sentia que mesmo tendo um comportamento adequado, talvez as pessoas não percebessem que eu era uma cristã adventista. O que eu não imaginava era como Deus responderia minha oração.

“Comecei a receber uma bolsa de estudos em um estágio que eu fazia desde julho de 2008, porém continuei trabalhando da mesma forma. Em abril, meu coordenador enviou um e-mail dizendo que os bolsistas tem uma carga horária maior a cumprir do que demais alunos, e eu, não estava cumprindo. No seu e-mail ele mencionou que por saber que tínhamos pouco horário livre durante a semana, devido o curso ser em tempo integral, ele nos ajudaria. Sua ajuda era oferecer o que meus colegas já faziam, ou seja, eles completavam suas horas fazendo campanhas aos sábados.

"Expliquei que eu não poderia fazer como meus colegas porque eu guardava o sábado e sugeri duas coisas: Primeiro que, quando possível, eu fizesse as campanhas durante a semana e segundo, eu usasse todas as minhas janelas para fazer escalas no Hemepar.

"Acreditei que estava tudo certo. Mas fui chamada para conversar novamente no mês de junho e, dessa vez, pessoalmente e com os dois coordenadores. Expliquei melhor a minha situação e disse que mesmo não fazendo campanhas aos sábados eu tinha muitas horas de escalas durante a semana. Eles entenderam, mas não aceitaram.

"Sua resposta foi rápida e ao ponto. Deram um mês para que eu pensasse se iria continuar ou não. Caso eu não quisesse cobrir as horas no sábado, eles passariam a bolsa para outro aluno.

"Eu tinha um mês, mas um dia depois, numa quarta-feira, eu recebi um e-mail dizendo que eles não poderiam esperar tanto tempo e que eu deveria responder até na segunda-feira. Não esperei tanto, respondi dizendo que eles poderiam passar a bolsa para outro aluno que pudesse ajudar mais no projeto. Houve um silêncio de 30 dias e somente um mês depois eu recebi um retorno.

"Os administradores fizeram várias reuniões e quando receberam a minha carga horária total de escalas durante a semana decidiram que eu deveria continuar com a bolsa. O testemunho se completa da seguinte forma: Antes de receber a resposta de que eu continuaria, em uma das minhas escalas eu comentava com uma colega de estágio que eu sairia por esse motivo. Ela disse que me entendia porque ela também era cristã de outra denominação, e além disso, ela tinha três amigos Adventistas do Sétimo Dia em sua sala.

"Minha amiga perguntou como eu faria com a questão da formatura, pois geralmente elas são realizadas na sexta-feira a noite. Contei eu também tinha dificuldades com relação a isso, principalmente porque minha mãe não frequenta a igreja e seu desejo é que eu me formasse com minha turma. Então minha amiga contou que os adventistas de sua sala explicaram que não poderiam fazer a colação se fosse na sexta e a turma aceitou fazer na quinta-feira.

"Decidi mudar para a turma dela no próximo período e tenho que explicar a todos o porquê da minha decisão. Hoje, a grande maioria das pessoas que me conhecem na universidade sabem que os meus comportamentos têm um motivo. Por meio dessas duas decisões, pude também mostrar pra minha mãe que Deus não desampara seus filhos e que nos recompensa se formos fiéis a Ele.”

Janaina Siqueira
Estudante de Medicina na UFPR em Curitiba

Nota: Esta história revela o quanto Deus é fiel. Ele é quem ordenou que a oração fosse um estilo de vida do cristão. “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á” Mateus 7:7. Principalmente que a oração de Janaína foi em prol de duas obrigações do cristão: Testemunhar e Guardar os Seus mandamentos. Sobre o testemunho lemos em I Coríntios 9:16: “Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho!”. E, Ellen White escreveu: “Meditando [os discípulos] sobre Sua vida pura, santa, sentiram que nenhum trabalho seria árduo demais, nenhum sacrifício demasiado grande, contanto que pudessem testemunhar na própria vida, da amabilidade do caráter de Cristo” Atos dos Apóstolos, 36.

E quanto ao sábado Ellen White escreveu que “o memorial de Deus, o sábado do sétimo dia, o sinal de Sua obra em criar o mundo, foi removido pelo homem do pecado. O povo de Deus tem uma obra especial a fazer em reparar as brechas feitas em Sua lei; e quanto mais nos aproximamos do fim, tanto mais urgente se torna essa obra” Serviço Cristão, 139.

Por isso há uma promessa na Bíblia: “Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no SENHOR. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do SENHOR o disse.” Isaías 58: 13,14.

[EFávero]

domingo, 20 de setembro de 2009

Histórias de fé e dedicação

A história de Nivair Ribeiro (de camisa listrada) é uma prova do poder dos Pequenos Grupos (PGs). Ela não era membro da igreja adventista e foi convidada a participar de um PG que tinha aproximadamente 26 pessoas. Gostava de ir as reuniões, mas, uma após a outra, as pessoas foram se afastando. Nivair também pensou várias vezes em desistir, mas em respeito a uma senhora idosa, a única pessoa que nunca faltou, ela decidiu continuar.

As duas decidiram que fariam um estudo bíblico e começaram a assistir o curso “O Grande Conflito” do Pr. Luís Gonçalves. Durante o curso, além de aprender a mensagem da Palavra de Deus, sentia-se desafiada a conferir em sua Bíblia o que aprendia e também a transmitir os ensinamentos para sua família.

Enfim chegou o grande dia: 15 de abril de 2006. Data em que ela e toda a sua família (foto acima) foram batizados. “Graças ao Pequeno Grupo que não parou e aquela senhora perseverante a luz da palavra de Deus brilhou em nossa vida. Deus usou aquela senhora para que eu estivesse aqui hoje” conclui emocionada.

Essa é só uma história dos 28 líderes (foto ao lado) que aceitaram o desafio de serem investidos. O desafio foi apresentado no Seminário para Líderes de Pequenos Grupos no distrito de Jardim Alegre, em Telêmaco Borba – PR (Clique aqui para saber como ser um líder investido).

Nivair Ribeiro atribui ao PG a sua permanência na igreja: “Foi o Pequeno Grupo que nos manteve firmes na igreja. O Pequeno Grupo é importante pois é o começo de tudo. As pessoas que não vem a igreja vem ao Pequeno Grupo pois a amizade faz diferença”, enfatiza Ribeiro.

Para Daiana Bueno de Camargo, de 20 anos, o Pequeno Grupo é muito importante. Ela já participou no passado e no seminário decidiu iniciar outro PG. “Já tive um Pequeno Grupo em minha casa e a experiência foi muito boa. Quero ser uma líder investida para levar pessoas aos pés de Jesus”, afirma Camargo.

Nilson Coelho se inscreveu para ser líder investido porque ama o Pequeno Grupo e, segundo ele, a maior parte dos requisitos da investidura já faz parte do seu estilo de vida. “A gente gosta de dar estudos bíblicos e freqüentamos um Pequeno Grupo. Nós já praticamos uma boa parte dos requisitos”, afirma Coelho.

Para o Pastor do Distrito, Richard Ogalha, que lidera um Pequeno Grupo de Líderes (PGC), o Pequeno Grupo deveria fazer parte do estilo de vida de todos. “Meu sonho é que todos os líderes sejam investidos e a igreja toda esteja envolvida em Pequenos Grupos”, comenta Ogalha.

O Seminário terminou com a apresentação de Josias Cardel (foto ao lado). Além de tocar saxofone Cardeal fez uma meditação que emocionou a todos. Ele contou que passou por muitas provações em sua vida. Perdeu o pai quando ainda era criança e teve que lutar sozinho para ajudar a família e estudar música. “Quanto tempo você precisa para ser um bom músico? Depende de sua vontade. Qual é o tamanho de sua vontade para ser um líder de Pequeno Grupo? Qual é o tamanho de sua vontade para ir ao céu? É isso que vai determinar se você será um vencedor ou não”, enfatizou Cardeal.

Pr. Evandro Fávero

CLIQUE AQUI para ver um Vídeo de Josias Cardeal

Josias Cardeal - música no Saxofone



sábado, 19 de setembro de 2009

NOSSA ÁRVORE GENEALÓGICA

Meus amigos, agora nós somos filhos de Deus, mas ainda não sabemos o que vamos ser. Porém sabemos isto: quando Cristo aparecer, ficaremos parecidos com ele, pois o veremos como ele realmente é” 1Jo 3:2. (BLH)

Algumas pessoas têm grande interesse em pesquisar e conhecer a árvore genealógica da sua família. Buscam quase com fanatismo traçar a origem de cada ramo da família, às vezes pensando em achar alguma ligação, mesmo remota, com algum nobre, ou alguém que tenha conseguido fama ou destaque.

Por mais importante que tenham sido nossos ancestrais, não se compara com a verdade de que todos nós podemos ser filhos e filhas de Deus. Lucas no evangelho que leva seu nome relaciona os antepassados de Jesus, e registra que Adão é filho de Deus (Lc 3:38). Adão que foi criado à semelhança do Pai, ao pecar perdeu esse privilégio. Porém, mesmo perdida, a semelhança com o Pai pode e precisa ser restaurada em nós. Assim, o Pai na maior história de amor que a humanidade conhece, envia Jesus, nascendo em natureza humana e afirmando: “Quem me vê, vê também o Pai.” Jo14:9.

Ao aceitarmos Jesus como Salvador pessoal, Ele nos torna filhos de Deus, como esclarece João: “Porém alguns creram nele e o receberam, e a estes ele deu o direito de se tornarem filhos de Deus” João1:12. Por Jesus recebemos não só o direito de sermos filhos, mas numa expressão máxima do amor, acrescenta-nos o privilégio de nos tornar herdeiros. Na carta aos Romanos 8:17, Paulo diz que “se nós somos filhos, logo seremos também herdeiros, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo”. Tudo o que Adão um dia perdeu, o Pai através de Jesus, irá nos restituir.

Essa nova relação traz-nos a dignidade que perdemos, mas além de grandes privilégios, também traz sérias responsabilidades. Significa que temos a responsabilidade de erguer e defender o nome da família que nos adotou: A família de Cristo. Somos cristãos e o ato estabelecido por Jesus para ingressar na família do Céu, é o batismo nas águas. Experiência única e especial. Representa nossa entrega individual a Jesus.

Setembro é o mês da primavera. Estação que marca o re-começo da natureza após o inverno. O mês em que a Igreja Adventista do Sétimo Dia se empenha com dedicação ao “Batismo da Primavera”. Você já viveu a experiência de nascer como herdeiro de Jesus? Se já, a quem você pretende levar a Jesus esse mês?

Ou, você ainda não passou pelas águas do batismo? A pergunta então seria: O que te impede de ser batizado nesta linda primavera? A decisão é pessoal e intransferível!

Uma coisa, porém deve ficar esclarecida: Nunca devemos deixar Jesus à espera de nossa decisão. Ainda mais, que precisamos ser semelhantes a Jesus no caráter. O pecado alterou a imagem de Deus na humanidade, mas por Cristo Jesus, esta imagem precisa ser restaurada.

Cada dia, ao estudarmos a Palavra, orarmos e testemunharmos, Cristo faz Sua obra contínua em nós. É uma obra vitalícia, mas necessária. Permita ao Espírito Santo ter livre acesso ao seu coração cada dia. Assim você não será confundido por Cristo na Sua vinda pois terá decidido certo na hora certa da vida! FELIZ BATISMO DA PRIMAVERA!!

Pr. Thomas Kloppe
Distrital em Laguna – SC

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

ÚNICO NÚMERO PARA TODOS OS DOCUMENTOS

Deu no site da Veja:

"Os documentos de identificação do brasileiro passarão a ter um só número. Segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva o projeto de lei aprovado na noite de quarta-feira pelo Senado, que cria no país o Registro da Identidade Civil - uma carteira de identidade unificada que reunirá sob um só número o RG, o CPF, a carteira de trabalho (CTPS), a carteira de motorista (CNH) e o passaporte. Assim que a lei entrar em vigor, quem for tirar algum dos documentos receberá a carteira unificada. Não será preciso trocar os documentos antigos por um novo. O autor do projeto é o deputado federal Celso Russomano (PP-SP).

"A proposta determina, ainda, que a carteira unificada informe o tipo sanguíneo do portador para facilitar o atendimento em caso de emergência. O documento de pessoas com deficiência terá um selo para facilitar o acesso desse público, por exemplo, ao transporte público gratuito. Para o relator do projeto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador Almeida Lima (PMDB-SE), a unificação também vai dificultar fraudes." Veja.com

Nota: Certamente um número unificado facilitará a vida de todos os brasileiros que precisam decorar dezenas de números de senhas e identificação. O número unificado também facilitará identificar o cidadão. Isso me fez lembrar que Deus também tem um sistema de identificação.

A Bíblia diz que Deus chama as estrelas pelo nome (Salmo 147:4), sabe o número de cabelos de sua cabeça (Mateus 10:30) e, de igual modo, conhece também o seu nome. Além disso, todos que O aceitam tem seu nome escrito no livro da vida (Apocalipse 3:5) e é pelo registro celestial que seremos julgados (Daniel 7:10 e Apocalipse 20:12). E por fim, nos últimos dias da história humana, os que seguem a Deus serão distinguidos dos que não O seguem. O povo de Deus será identificado pelo Seu selo (Ezequiel 20:12,20) e os demais pelo número da Besta (Apocalipse 13:16-18).

Mas, acima de tudo, é importante saber que você não é só mais um número para Deus. Ele te conhece, o ama e voltará para te buscar (João 14:1-3). Estará você pronto? Pense nisto! [EFávero]


(Para conhecer mais sobre esse e outros assuntos da Bíblia clique aqui)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O louvor que Deus espera

A música foi dada por Deus com um objetivo educacional (Deut 31:19 -22) e de adoração (Sl 96:2,3). Observando-a no Antigo Testamento, percebemos que esta estava centralizada em Deus, a razão do músico era falar acerca de dEle dirigindo a mente dos adoradores para o sagrado. O evangelho puro é livre de adulteração. Apesar de Satanás ter uma contrafação para cada original de Deus, aqueles que são limpos de coração reconhecerão a voz de Seu Criador.

A música encontra-se muito presente em nossa vida. Todos os nossos cultos são embalados por melodias que levam nosso coração a meditar no puro e santo. No entanto, com a variedade musical muita confusão tem sido feita na escolha daquilo que é realmente apropriado. “A música cristã é espiritual, elevadora, refinadora e apela tanto ao intelecto como às emoções. Ela focaliza nossa atenção para Deus, nos induz ao comprometimento e dever de obedecer aos mandamentos de Deus.” [i]

Inevitavelmente, percebemos por vezes, que o gosto pessoal é tido em maior consideração do que a vontade de Deus. Adorar é uma expressão de louvor e devoção a um ser sobrenatural. O apóstolo João diz que “Deus é espírito, e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.” [ii] Isso, nos sugere que existe uma maneira apropriada e estabelecida para a adoração. Quando buscamos a Deus, o Seu espírito nos ensina como reverenciá-lo de forma agradável, conduzindo a um pensamento mais profundo acerca do sagrado, assim, a música nos ensina verdades que o Pai deseja que seus filhos aprendam.

Em "O que Deus diz sobre a Música", Eurydice Osterman comenta que “Deus quer que aquilo que é associado a Ele seja diferente do mundo, mas atualmente nem sempre é o caso. Quando se trata de assuntos espirituais, as coisas têm mudado em todos os lugares. Hoje, muitas igrejas protestantes estão incluindo música comercial e outros recursos em seus cultos "contemporâneos” para atrair gente e aumentar o número de membros, enquanto que os esforços para promover e encorajar espiritualidade parecem ter-se tornado secundários.”[iii]

Essa ideia, nos leva a refletir que em tempos como este precisamos reavaliar o que estamos levando para nossas igrejas e lares. Nossas atitudes moldam o caráter e podem nos conduzir ou não a Deus.

No último ano, um dos tenores mais proeminentes da música gospel da atualidade inovou com o lançamento de um novo trabalho musical. O álbum "The Voice" de David Phelps (foto ao lado), reune músicas “sacro-pop”, o erudito e o popular, com o intuito de atrair os diferentes públicos. O site The Christianity today, diz que Phelps foi bem sucedido em oferecer músicas que podem ser interpretadas pelos ouvintes como espiritual ou meramente relacional. Contudo, não podemos esquecer que entre as músicas encontramos sucessos como "I want to know What Love is" (Eu quero saber o que é o amor) de autoria da Foreigner uma banda de rock americana que fez muito sucesso nos anos sessentas, um gênero musical que está longe de prestar reverência a Deus, pelo contrário, é uma música composta por um grupo de atitude e filosofia contrárias aos ensinos cristãos.

Para aqueles que ainda seguem na dúvida quanto a ser isso bom ou não, Ellen White diz: “Quando se associa o comum com o sagrado sempre há perigo de que o comum tome lugar do sagrado... quando se une o que é objetável com o que é sagrado as bênçãos divinas não podem pousar sobre a obra realizada.”[iv]

Em questões como essa, a oração, reflexão e leitura são imprescindíveis. O discernimento que vem de Deus é a chave para que não procuremos adorar-lo segundo a nossa vontade, mas que seja assim com Cristo nos ensinou: “Tua vontade seja feita na Terra como no céu”, afinal, “nada que seja sagrado ou que pertença à adoração a Deus deve ser tratado com descuido ou indiferença.”[v] O louvor que Deus espera de nós deve pregar o Evangelho puro e santo que Cristo nos deixou, impressionar a mente e revelar o Seu exaltado caráter, assim estaremos homenageando verdadeiramente Aquele que é o autor e consumador de nossa fé.

Jorgeana Longo
Professora e Esposa de Pastor

Referências:
[i] Eurydice V. Osterman, O que Deus diz sobre a Música, p XII, UNASPRESS
[ii] São João 4:24
[iii] Eurydice V. Osterman, O que Deus diz sobre a Música, p. 12 e 13, UNASPRESS.
[iv] Ellen White, Testemunhos para a Igreja v. 8, p. 88, Casa Publicadora Brasileira
[v] __________,Testemunhos para a Igreja v. 5, p. 491, Casa Publicadora Brasileira.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

FUTURO COM ESPERANÇA

No último dia 30 de Maio, 10.000 lares da Associação Sul Paranaense abriram suas portas para, num ambiente de confraternização, oferecer a seus amigos não somente o alimento material, mas acima de tudo o espiritual. Cerca de 20.000 pessoas assistiram a Mensagem do Pr. Mark Finley através do DVD e centenas começaram a estudar a Bíblia.

Uma destas pessoas foi o casal Wandra Wleres Bastos e Samuel Gonçalves (foto ao lado). Seu filho, Gustavo Bastos Gonçalves, conheceu a Igreja através da Escola Adventista. Ele foi a programação Jovem, gostou e convidou os pais para irem a um culto. No dia que eles foram à igreja conheceram o projeto Lares de Esperança que estava sendo divulgado e ficaram impressionados. Wandra Bastos comentou que quando ouviu sobre o projeto sentiu forte desejo de participar. "Eu pensava, será que alguém vai nos convidar! Eu olhava aquela igreja lotada e pensava será que alguém vai nos convidar! Quando meu filho me falou por telefone que nós seríamos convidados eu só falei - É verdade? Depois do lares de esperança eu senti um desejo de conhecer a Palavra de Deus como ela é de verdade, é um desejo que eu tenho muito intenso" enfatizou emocionada.

Desde a criação tem sido projeto de Deus que os lares sejam centros irradiadores do Seu amor. A família é por excelência o melhor núcleo para o testemunho e evangelização. Embora tivesse apenas três anos e meio para desenvolver seu ministério, Jesus separou tempo para influenciar as pessoas em seu círculo familiar.

Ainda hoje, o lugar que menos desperta preconceitos e que oferece mais facilidade para uma abordagem espiritual é o lar e muitas pessoas que visitaram nossas casas devem ser convidadas agora para o grande evangelismo Futuro com Esperança. Contudo, para que tenhamos sucesso, precisamos tomar algumas atitudes prévias antes do início no dia 24 de outubro. Sugerimos os seguintes passos:

1- Reuna a família para orar pelas pessoas que serão convidadas;
2- A igreja deve orar em todos os cultos pelo Evangelismo;
3- Cada membro da igreja deve ser convidado a orar diariamente pelos nomes escolhidos;
4- Mantenha contato constante por correspondência, telefone ou outro meio. Se possível e prudente, ore com essas pessoas;
5- Na semana que precede o início do Evangelismo convide-as para um almoço ou lanche em seu lar;
6- Convide-as para um Pequeno Grupo;
7- Ofereça um Estudo Bíblico.

Parafraseando Atos 1:8 "E recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo e sereis minhas testemunhas tanto na sua casa, como na igreja, no bairro, trabalho e até os confins da terra".

Deus te abençoe e te use poderosamente nesta missão.

Pr. Antonio Moreira - Presidente da Igreja no Sul do Paraná (ASP) e
Pr. Evandro Fávero -Líder de Mipes e Escola Sabatina.

Como ter êxito em seu Pequeno Grupo

Na obra para este tempo, não é tanto de dinheiro, talento, saber ou eloqüência que necessitamos, mas fé adornada de humildade”. M.E. vol. 1 pág. 118

Parece fácil citar um texto como este quando se está preparando uma palestra para apresentar a pessoas que desejam iniciar um pequeno grupo. Mas o segredo para pequenos grupos de sucesso esta contido exatamente nestas palavras da revelação de Deus para o nosso tempo: FÉ e HUMILDADE.

Quais são os passos para obter êxito no Pequeno Grupo?

1. Depender totalmente de Deus;
2. Orar intercessoriamente;
3. Ter compaixão pelas almas perdidas;
4. Planejar o trabalho;
5. Supervisionar o trabalho executado pelo PG.

Clique aqui para continuar a ler.

domingo, 13 de setembro de 2009

PROMESSAS DE DEUS OU DOS HOMENS ?

A ganância desenfreada mais uma vez mostrou o caráter dissimulado de pessoas que lucram com a boa fé dos membros das igrejas. Diante de tantos fatos negativos mostrados na mídia, muitos podem se perguntar: “É correto dar dinheiro às igrejas?” Vamos buscar respostas bíblicas que revelam se dízimos e ofertas são da vontade de Deus ou de homens.

Para começar, precisamos entender um termo que muitos conhecem, mas que atualmente possui um sentido pejorativo: Mordomia. A primeira ideia que pode nos vir à cabeça quando falamos de mordomia, é a de alguém folgado que quer ser servido. E talvez imaginemos o mordomo como aquela figura sóbria, com uma bandeja na mão e que geralmente leva a culpa quando um crime acontece. Entretanto, ao olhar em um dicionário percebemos que um mordomo simplesmente é alguém que administra uma casa ou os bens de alguém. Aí está o ponto: Todos nós somos mordomos. O que quero dizer é que apenas administramos tudo o que o Senhor nos põe à mão (não só financeiramente, mas também nosso corpo, nosso tempo, etc.). Quando nascemos, nada trazemos a este mundo e dele nada levamos quando morremos. Ninguém, por mais rico, famoso ou notório que seja, leva algo desta vida.

Agora que chegamos à conclusão de quem é o dono de todas as coisas, pois "ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam" (Salmos 24:1), podemos dar o segundo passo e entender o que é o Dízimo.

A palavra dízimo, quer dizer a "décima parte". Em Levítico 27 lemos: "Também todas as dízimas da terra, tanto do cereal do campo como dos frutos das árvores são do Senhor, santas são ao Senhor". Os servos de Deus dizimaram desde o princípio. Abrão de tudo Lhe dava o dízimo (Gênesis 14: 18-20), Jacó em seu pacto com Deus também prometeu dar-Lhe o dízimo (Gênesis 28: 20-22). Diversas vezes a Bíblia mostra os filhos de Deus sendo fiéis através dos dízimos.

Portanto, concluímos que devemos devolver ao Senhor apenas um décimo daquilo com o que Ele nos agraciou, não importando o valor, mas sim a fidelidade e gratidão a Ele. Vemos nisso claramente a sabedoria de Deus, que instituiu uma porcentagem do que recebemos e não um valor fechado, para que todos possam ser leais em conformidade com o que têm.

As ofertas também fazem parte da gratidão ao Senhor. Contudo, isso é algo individual entre cada um e Deus. "Cada um oferecerá na proporção em que possa dar, segundo a bênção que o Senhor, seu Deus, lhe houver concedido" (Deuteronômio 16: 17). Nunca devemos ser persuadidos ou até mesmo coagidos a dar ofertas. Elas devem ser voluntárias e seu valor, como citado no verso bíblico acima, na proporção em que possamos dar. Já descobrimos quem é o dono dos dízimos e ofertas, como foi criado este sistema e agora resta a pergunta: Para onde devem ir esses recursos?

Em números 18: 21-24, conferimos que tudo devia ser entregue aos levitas, que eram os sacerdotes da época. Eles viviam apenas dos dízimos, visto que prestavam serviço exclusivamente no santuário de Deus. "Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida" (Malaquias 3:10). Note que neste verso é dito que os dízimos devem ser levados à casa do Senhor, ou seja, eles devem ser levados à igreja. Na segunda parte do verso, é afirmado que em consequência disso, Deus nos abençoará.

Vou aqui abrir um parêntese: Esse é o grande argumento usado pelos charlatães da fé. É dar para receber. E receber mais ainda do que foi dado, sem medida! Reflitamos, no entanto, com atenção. Deus não é alguém com quem se barganhe. Ele é o Senhor dos Céus e da Terra. Não devemos oferecer nossos dízimos e ofertas, com a intenção de receber algo em troca. E então você pode dizer, mas Deus não prometeu bênçãos sem medida? Claro que sim. Isso não quer dizer que automaticamente você receberá algo (e ainda mais do que deu), e que esse algo sejam as coisas que você julga merecer. As bênçãos de Deus, não são apenas bens materiais. A saúde, a família, a paz, a proteção, o conhecimento, o bem-estar espiritual e mental - e principalmente a graça da vida eterna através do sacrifício do filho de Deus - são bênçãos sem medida, que dinheiro algum compra. Ser rico, estar bem financeiramente, não é pecado. Mas esse não deve ser o foco de nossa vida. Deus deve estar em primeiro lugar.

No novo testamento, Jesus não desaprovou esse sistema, "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas" (Mateus 23:23). Na realidade, Jesus confirmou que era correto devolver o dízimo e que também temos a obrigação com a justiça, a misericórdia e a fé. Paulo, já depois da morte de Jesus, ratifica essa prática em I Coríntios 9: 14: "Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho".

Os dízimos e ofertas são propriedade de Deus, os quais Ele determinou que fossem usados para sustento dos que pregam o evangelho, para manter Sua casa (as igrejas) e para levar Sua palavra aos que ainda não a conhecem.

Portanto, sejamos fiéis em nossos dízimos e generosos em nossas ofertas. Não esperando algo em troca, e sim expressando a Deus e somente a Ele nossa fidelidade, amor e gratidão. E em relação aos que usam a Bíblia e o nome de nosso Senhor Jesus para enriquecer, estes serão julgados... Eles podem até escapar da justiça humana, mas certamente não do tribunal divino. "Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas. Vós sois amaldiçoados com a maldição; porque a mim me roubais, sim, vós, esta nação toda" (Malaquias 3: 8 e 9).

Lucila Tiujo dos Reis,
Jornalista e editora do Jornal Viva Feliz da IASD Central de Curitiba

sábado, 12 de setembro de 2009

A MELHOR ENCOMENDA

Agora, irmãos, encomendo-vos a Deus e à palavra da Sua graça, àquele que é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os que são santificados” At 20:32.

O apóstolo Paulo faz aqui uma encomenda especial. Encomenda-nos a Deus. Quando perguntaram ao grande imperador Carlos IV, qual a língua que ele mais gostava de falar, ele respondeu que, em casa falava o alemão; nos negócios, inglês; na diplomacia, francês; mas que, quando orava, usava o espanhol. Porque neste idioma, a palavra de despedida é “adios”, ou adeus (a Deus).

Assim, o apóstolo encomenda seus amigos de Éfeso, não somente a Deus, mas à Palavra de Sua graça. Pois, só a Palavra (a Bíblia), é capaz de nos edificar também. Escrevo esta coluna no A Missão com o único objetivo de encomendar-nos a todos ao nosso Deus, através de Sua maior revelação: Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador.

Na vida, podemos não ter nenhum ponto que nos firme e sustente, mas, pertence-nos à graça de Deus em Jesus. “Porque pela graça sois salvos, e isto não vem de vós; é dom de Deus.” Ef 2:8.
Temos, portanto, uma herança, uma esperança, uma certeza. A graça que o Pai nos oferece gratuitamente, somente nos revela por Jesus Cristo!

Se colocarmos nossa esperança em qualquer coisa ou em qualquer pessoa que não seja Cristo, sempre seremos desapontados. Colocando, porém, nossa confiança nAquele que nos ama e morreu por nós, nunca experimentaremos dúvidas, desesperança ou desapontamento.

Experimente, coloque sua vida nas mãos de Jesus. O Único que traz esperança! Faça isso agora! Feliz Semana com Jesus!

Pr. Thomas Kloppe
Distrital em Laguna – SC

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

RECEPÇÃO EFICAZ

O que é Recepção? Por que ela é importante? É uma atividade apenas de um grupo previamente selecionado para atuar na porta da igreja? Não. A Recepção é uma atividade de responsabilidade de todos os membros. A igreja deve ser um lugar de restauração. Um lugar onde o amor e a aceitação podem ser vistos e sentidos. A primeira impressão é a que fica. A maneira como as pessoas forem tratadas vai definir se voltarão ou não. Nossas palavras ficarão registradas na mente e no coração das pessoas, por este motivo, “devemos nos aproximar (delas) individualmente, com simpatia semelhante à de Cristo e procurar despertar-lhes o interesse nas coisas da vida eterna” Serviço Cristão, p. 117.

Recepção é mais do que cumprimentos, é envolvimento e interação. Precisamos abrir nossos braços e coração para que as pessoas vejam o amor de Deus nas atitudes dos membros. O Espírito Santo conduz as pessoas à igreja, mas é nossa responsabilidade fazer o melhor para que elas apreciem a programação e sintam desejo de voltar.

Imitar a Jesus é a melhor estratégia a ser usada pois “unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito no aproximar-se do povo. O Salvador misturava-Se com os homens como uma pessoa que lhes desejava bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes as necessidades e granjeava-lhes a confiança” Ciência do Bom Viver, p. 143.

Se assim fizermos, poderemos ter a certeza de que milhares de pessoas que receberam as boas vindas de Jesus em sua igreja na terra receberão as boas vindas de Jesus no lar eterno. Que Deus nos abençoe para atendermos os anseios dos nossos irmãos e amigos visitantes e que possamos refletir Jesus em tudo o que fizermos.

Erleni Nemes
Departamental Ministério da Mulher e Criança da ASP

CLIQUE AQUI para ler um artigo sobre Dicas e a Importância da Recepção
CLIQUE AQUI para Download de aulas em Power Point sobre o Ministério da Recepção.

Recepção Eficaz

Veja abaixo um vídeo que mostra o que pode fazer uma recepção eficaz:



quarta-feira, 9 de setembro de 2009

UM COMPROMISSO DE TODOS

A proclamação ou evangelização deve envolver a todos. O texto de 1 Pedro 2:1-10, descreve o que Deus fez pela igreja, dando-lhe uma nova natureza e apresenta Cristo como Pedra angular que é a razão única da existência da igreja, que foi chamada “para proclamar as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. A igreja não pode perder de vista o seu compromisso evangelístico, transferindo apenas para os pastores a responsabilidade da pregação das boas novas. Todos os membros do Corpo de Cristo são desafiados a proclamar o evangelho como um novo estilo de vida, como um compromisso cristão e como uma profunda demonstração de gratidão ao salvador.

Evangelização como estilo de vida

O apóstolo Pedro lança mão de várias expressões para descrever a nova vida dos cristãos que formam a igreja de Cristo. São expressões aplicadas exclusivamente ao povo de Deus para salientar a sua natureza e o seu estilo de vida. São elas: raça eleita, sacerdócio real, nação santa e povo de propriedade exclusiva de Deus. Ele ainda declara que a igreja precisa “despojar-se de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas, e de toda sorte de maledicências”. Vivendo dentro desse projeto estabelecido por Deus a igreja terá a proclamação, isto é, a evangelização, como uma conseqüência natural em sua vida, pois “Todo verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como missionário” (Serviço Cristão, p.9).

“Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo: tanto nos que são salvos, como nos que se perdem” (II Co 2.15). Não é possível exalar o cheiro agradável do evangelho transformador de Cristo sem que a igreja esteja cheia do “bom perfume”, que é a nova vida que Deus, em Cristo Jesus, estabelece a fim de que toda a comunidade se envolva com a proclamação das Boas Novas do Reino.

O estilo de vida da igreja é um instrumento do qual Deus se utiliza para que o evangelho seja proclamado. A igreja de Jerusalém, por causa do seu estilo de vida completamente novo, contava com a simpatia de toda a sociedade e “enquanto isso acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (At 2.47).

Evangelização como compromisso

Ao declarar que a igreja é “casa espiritual” o apóstolo Pedro afirma que esta casa está edificada sobre a “pedra angular, eleita e preciosa” que é Cristo Jesus. Ela está fundamentada nele e se torna “sacerdócio real”. Todos os crentes são sacerdotes de Deus, conforme apregoou a reforma protestante. Esse é um conceito que revela o compromisso de todos os crentes com o Senhor Jesus Cristo. Sobre isso escreveu Ellen White: “Todos os membros da igreja tenham uma parte a desempenhar...” (Serviço Cristão, p.62). “A cada cristão é designada uma obra definida” (Serviço Cristão, p.9).

Lamentavelmente, muitos pensam que o compromisso é apenas dos pastores, evangelistas e líderes da igreja. Eles esquecem que “a disseminação da verdade de Deus não se limita a alguns ministros ordenados. A verdade deve ser difundida por todos os que professam ser discípulos de Cristo. Precisa ser semeada sobre todas as águas”. (Review and Herald, 22 de agosto de 1899).

“A obra de Deus na Terra, nunca poderá ser finalizada enquanto homens e mulheres que compõe nossa igreja não cerrem fileiras, e juntem seus esforços aos dos ministros e oficiais da igreja” (Obreiros Evangélicos, p. 352).

“Pregar é uma pequena parte da obra a ser feita pela salvação de almas. O espírito de Deus convence da verdade os pecadores, e os coloca nos braços da igreja. Os ministros podem fazer sua parte, mas nunca poderão realizar a obra que compete à igreja” (Testemunhos Seletos, vol.1, p. 455).

O compromisso dos cristãos do primeiro século deve nos inspirar ainda hoje. Quando levantou-se a perseguição contra a igreja de Jerusalém, aqueles que foram dispersos revelaram que verdadeiramente estavam comprometidos com a pessoa do Senhor Jesus. Em Atos 8:4 se lê: “Entrementes os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra”. É preciso que cada um entenda que fomos chamados para “proclamar as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.

Evangelização como Gratidão

O salmista, completamente tomado por um sentimento de gratidão a Deus exclama: “Que darei ao Senhor por todos os seus benefícios para comigo? Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor. Cumprirei os meus votos ao Senhor, na presença de todo o seu povo” (Sl 116:12-14). Muitos daqueles que eram curados por Jesus saíam proclamando, cheios de gratidão, pelo que Jesus fizera por eles. Uma igreja agradecida a Deus pelo seu grande amor não pode cruzar os braços, cerrar os lábios e deixar de realizar o ministério de proclamação das Boas Novas do Reino.

A missão evangelizadora da igreja é fruto de seu compromisso com Jesus, um sinal de obediência e uma manifestação natural de gratidão por ter sido alcançada com a misericórdia de Deus. Assim, se a proclamação expressa a nova vida da igreja e é sinal de compromisso e gratidão, concluí-se que ela está plenamente consciente de que “é um erro fatal supor que a obra de salvação de almas dependa só do ministério...” (Atos dos Apóstolos, p. 110). E que “os pastores podem pregar sermões aprazíveis e convincentes e fazer muito esforço para edificar a igreja, e fazê-la prosperar, mas a menos que seus membros façam individualmente sua parte como servos de Jesus Cristo, a igreja estará sempre em trevas e sem força. Endurecido e tenebroso como se acha o mundo, a influência de um exemplo verdadeiramente coerente será uma força para o bem”. (Testimonies, vol. 4, pp.285 e 286).

Pr. Érico Tadeu Xavier
Pastor Distrital em Cascavel
Doutor em Ministério pela Faculdade Teológica Sul Americana

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